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Correio Braziliense

''Da minha parte, está definido'', diz Bolsonaro sobre Eduardo em embaixada

O presidente abriu o jogo sobre o assunto e admitiu que o governo averigua ponto a ponto da legalidade, bem como a consulta aos próprios EUA sobre o interesse da indicação


postado em 16/07/2019 12:41 / atualizado em 16/07/2019 13:11

(foto: Marcos Corrêa/PR)
(foto: Marcos Corrêa/PR)
O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) está com um pé na embaixada brasileira dos Estados Unidos, em Washington. No que depender do presidente Jair Bolsonaro, o filho será o embaixador. “Da minha parte tá definido.´Conversei com ele (Eduardo) acho que anteontem (domingo). Há interesse, sim, de ocupar.  A gente fica preocupado, é uma tremenda responsabilidade”, declarou o chefe do Executivo federal no Palácio da Alvorada nesta terça-feira (16/7). 

O presidente abriu o jogo sobre o assunto e admitiu que o governo averigua ponto a ponto da legalidade, bem como a consulta aos próprios EUA sobre o interesse da indicação. “Tem um caminho todo grande pela frente. Tem um termo técnico aí para os Estados Unidos verem se têm alguma coisa contra. É natural fazer isso aí. Tem que conversar com o Parlamento”, explicou. 

As conversas com o Congresso, por sinal, estão em curso. É o Senado que sabatina nomes indicados a uma embaixada. Bolsonaro disse que conversa com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sobre o assunto. “Converso com ele, com o Parlamento. O Davi foi, acho, que por dois ou três legislaturas, meu colega da Câmara, de pelada (no futebol), e isso criou amizade entre nós”, afirmou. 

O capitão reformado conversou, contudo, sobre as articulações envolvendo os outros senadores sobre o tema. “Não posso falar agora, pois foi uma conversa rápida com ele e ele não conversou com os parlamentares nesse sentido ainda. Agora, lógico, que tudo que você faz pode dar certo ou errado”, ponderou. Bolsonaro manifestou que a decisão está com o Senado. “Se a decisão for essa, o Senado vai sabatiná-lo e vai decidir. Se não for aprovado, ele fica na Câmara”, acrescentou. 

Intenção

Em defesa à indicação, Bolsonaro disse que Eduardo, por ser presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, além de saber falar inglês e espanhol, tem as qualificações para assumir. E rechaçou a possibilidade de nepotismo. “Imagina que o Macri (presidente da Argentina) tenha um filho embaixador aqui. E (tem) uma ligação pra mim, querendo falar comigo, qual o tratamento que daria ao filho do Macri, (ou) do Piñera (presidente do Chile)? É diferente o tratamento quando dá o filho para representar sua nação”, disse. 

O presidente também negou que seja uma tratativa para fazer Eduardo “se dar bem”. “Olha, se eu fosse um mau caráter, estaria indicando ele, como mau caráter que não sou, para um ministério desses que vocês sabem que tem dezenas de bilhões de orçamento. E não é essa a intenção. A intenção é nos aproximarmos cada vez mais com países que têm a economia mais próspera do mundo para que nós possamos, juntos, andar de mãos dadas. Ou alguém quer que eu indique meu filho para ser embaixador da venezuela, em cuba ou coreia do norte?”, questionou, retoricamente.

A indicação de Eduardo, reforçou Bolsonaro, é uma força de aproximar o Brasil dos EUA, em uma articulação que, para ele, todos tem a ganhar. “Se for para botar na ponta do lápis, ele vai perder muito mais indo pra lá do que (ficando) aqui. Mas é uma maneira que temos de, doando um filho meu para essa missão, nos aproximar dos EUA. Toda a população vai ganhar”, analisou. 

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