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Correio Braziliense

TRF-4 julga dois pedidos de suspeição no caso do sítio de Atibaia

Para os advogados, o desembargador Thompson Flores deve ser declarado suspeito em razão de sua atuação enquanto era presidente do TRF-4


postado em 18/07/2019 13:31 / atualizado em 18/07/2019 13:44

Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio de Atibaia (foto: Nelson Almeida/AFP)
Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio de Atibaia (foto: Nelson Almeida/AFP)
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) julga nesta quinta-feira, (18/7), dois pedidos de exceções de suspeição no caso do sítio de Atibaia, envolvendo o ex-presidente Lula. Os pedidos partiram da defesa do petista. 

Os advogados de Lula pedem que o ex-diretor-geral da Polícia Federal, o delegado Rogério Galloro, seja chamado a prestar informações em um processo que aponta que o desembargador Thompson Flores é suspeito de analisar ações do ex-presidente na 8ª Turma do TRF-4. Lula cumpre pena de 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio.

Para os advogados, Thompson deve ser declarado suspeito por sua atuação enquanto era presidente do TRF-4 para impedir a soltura de Lula, em julho do ano passado. Segundo a defesa, naquela ocasião, o petista havia conseguido um habeas corpus durante o plantão judicial, mas permaneceu preso após Thompson telefonar para Galloro e pedir que o ex-presidente fosse mantido na cela, na sede da PF em Curitiba. 

Flores nega que tenha dado ordens para o então diretor-geral da PF, mas em entrevista, Galloro confirmou ter recebido a orientação. "Eu estou determinando, não soltem", teria dito. 

A defesa pede que Rogério Galloro seja inscrito como testemunha para que preste os esclarecimentos diante de um juiz. Os advogados de Lula também querem que o desembargador explique a contradição das informações prestadas após o episódio e esclareça se houve orientações informais do então juiz Sérgio Moro no caso.

Prazo curto 


Os advogados de Lula também pedem que o julgamento da suspeição de Thompson Flores, previsto para a tarde desta quarta-feira, (18/7), seja remarcado. A defesa alega prejuízo à sua atuação e afirma que o processo, ajuizado no último dia 1º de julho, “vem tramitando com ímpar celeridade” e indica que a sessão foi marcada logo após parecer do Minitério Público Federal.

“Não há que se falar em normalidade processual em razão da repentina indicação de julgamento da Exceção em processo que teve parecer apresentado ontem [terça-feira]”, diz a petição, que ainda indica que pedidos semelhantes levaram mais tempo para serem julgados.

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