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Correio Braziliense

Morre o economista e ex-ministro do Trabalho Walter Barelli, aos 81 anos

Barelli era referência no campo do sindicalismo e teve a trajetória marcada por bandeiras como o aumento salarial e a ampliação do nível de emprego no país


postado em 19/07/2019 12:04 / atualizado em 19/07/2019 13:41

Ex-ministro e economista Walter Barelli deixa três filhos(foto: Helvio Romero/AE - 07/04/2003)
Ex-ministro e economista Walter Barelli deixa três filhos (foto: Helvio Romero/AE - 07/04/2003)

Walter Barelli, economista e ex-ministro do Trabalho, morreu na noite de quinta-feira (18/7), aos 81 anos. Ele estava internado havia três meses no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, após bater a cabeça em uma queda. Viúvo, deixa três filhos, Suzana, Pedro e Paulo. O corpo de Walter será velado na Cripta da Catedral da Sé, a partir das 15h desta sexta-feira, (19/7). Uma missa será celebrada às 10h do sábado, (20/7), e o enterro está previsto para acontecer às 11h no Cemitério Gethsemani Anhanguera.

Doutor em economia, Barelli era referência no campo do sindicalismo e teve a trajetória marcada por bandeiras como o aumento salarial e a ampliação do nível de emprego no país. Atualmente, Barelli era conselheiro do Instituto Via de Acesso, ONG, que prepara jovens para o mercado de trabalho, marcando sua atuação também no terceiro setor. 

Entre 1966 e 1990, Barelli foi diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), instituição que ganhou visibilidade e credibilidade durante seu comando. Atuou também como Ministro do Trabalho do Governo Itamar Franco, de 8 de outubro de 1992 a 4 de abril de 1994, e secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo (SERT), de 1995 a 2007, nos governos Covas e Alckmin. Foi professor do Departamento de Teoria Econômica e membro Cesit (Centro de Economia Sindical e do Trabalho) da Unicamp.

No final dos anos 80, aproximou-se do PT e assessorou Lula na campanha à presidência da República, vencida por Fernando Collor de Melo. Em 1994, filiou-se ao PSDB, quando implantou as Frentes de Trabalho para o desempregados e o Banco do Povo Paulista.

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