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Correio Braziliense

Bolsonaro exclui especialistas do Conselho de Políticas sobre Drogas

Com decreto, o Conad possui agora 14 membros, 12 deles com cargo de ministro ou indicados por ministérios ou órgãos federais


postado em 22/07/2019 11:11 / atualizado em 22/07/2019 11:12

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O decreto publicado na edição, desta segunda-feira (22/7), do Diário Oficial da União exclui as vagas reservadas a especialistas e representantes da sociedade civil, como médico, psicólogo e jurista, do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad). Uma das funções do conselho é aprovar o plano nacional de políticas sobre drogas.

Desde que foi criado em 2006, o Conad era composto por 31 representantes, 17 desses possuíam cargo de ministro ou eram indicadas por ministérios e órgãos federais, além de um integrante de conselho estadual sobre drogas. As 13 vagas restantes eram destinadas aos especialistas e representantes da sociedade civil, que foram excluídas. 

Com o decreto, o Conad possui agora 14 membros, 12 deles com cargo de ministro ou indicados por ministérios ou órgãos federais, além de dois integrantes de conselho estadual e órgão estadual sobre drogas. 

Confira os cargos que deixaram de existir:

>> Médico, indicado pelo Conselho Federal de Medicina;
>> Psicólogo, indicado pelo Conselho Federal de Psicologia;
>> Enfermeiro, indicado pelo Conselho Federal de Enfermagem;
>> Assistente social, indicado pelo Conselho Federal de Serviço Social;
>> Jurista, indicado pela OAB;
>> Educador, indicado pelo Conselho Nacional de Educação;
>> Cientista, indicado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência;
>> Estudante, indicado pela União Nacional de Estudantes.

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