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Correio Braziliense

Parecer considera nepotismo indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixador

Documento elaborado pela Consultoria Legislativa do Senado está baseado em súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal


postado em 17/08/2019 20:54

(foto: Paola De Orte/Agência Brasil )
(foto: Paola De Orte/Agência Brasil )
A provável indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para embaixada do Brasil em Washington sofreu um revés. Consultores legislativos do Senado emitiram um parecer baseado em uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2008, afirmando que a nomeação do parlamentar para a vaga de embaixador é nepotismo. O presidente Jair Bolsonaro está insistindo na nomeação e já existe, inclusive, articulação no Senado para aprovar a escolha do pesselista. 
 
O governo americano também sinalizou positivamente para a indicação do filho do presidente. O parecer dos consultores legislativos foi entregue na última terça-feira (13/8). Ainda de acordo com o parecer técnico, a indicação de embaixador que não seja da carreira diplomática só deve ocorrer em caráter excepcional. A Súmula Vinculante nº 13, do STF, define a função de embaixador como cargo comissionado, e não de natureza política.
 
O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) pediu aos consultores que elaborassem o parecer. O documento, no entanto, tem caráter apenas consultivo. Isto é, foi elaborado para dar segurança para os senadores decidirem pela validade ou não da indicação de Eduardo Bolsonaro como embaixador. Para que a indicação do presidente possa valer, é preciso a aprovação de 50% dos senadores mais um em sessão em que pelo menos 41 parlamentares estejam presentes. Embora insista na nomeação, o presidente ainda não formalizou a indicação.

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