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Correio Braziliense

Bolsonaro decide extraditar sequestrador de Washington Olivetto

Maurício Hernandez Norambuena foi levado para a Superintendência da PF, em São Paulo. Defesa tenta barrar deportação com ação no STF


postado em 19/08/2019 12:05

Norambuena e escoltado por policiais da Delegacia Especializada Anti-sequestro(foto: Marcos Fernandes/CB/D.A Press - 4/2/2)
Norambuena e escoltado por policiais da Delegacia Especializada Anti-sequestro (foto: Marcos Fernandes/CB/D.A Press - 4/2/2)
O presidente da República, Jair Bolsonaro, decidiu extraditar Maurício Hernandez Norambuena, sequestrador do publicitário Washington Olivetto. Hernandez cumpre pena no Brasil e será deportado para o Chile, onde pode responder por outras acusações.

De acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a extradição deve ocorrer nos próximos dias. No Chile, Hernandez é acusado de ser o mentor do assassinato do senador Jaime Guzmán, em 1991. O parlamentar era ligado ao ditador Augusto Pinochet.

Além disso, a Justiça acusa o criminoso de ser um dos sequestradores de Cristián Edwards, herdeiro do grupo de mídia El Mercúrio. Ele militou na Frente Patriótica Manuel Rodríguez e foi preso em 1990, em um presídio de segurança máxima. Mas fugiu resgatado por um helicóptero.

No Brasil, foi um dos sequestradores de Oliveto, que ficou no cárcere por 53 dias. A extradição foi autorizada na época pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, o tempo de prisão no exterior não poderia passar de 30 anos, como prevê a lei brasileira. O Chile não aceitou as condições, tendo em vista que naquele país punições como a prisão perpétua e pena de morte são permitidas e previstas para os crimes dos quais Hernandez é acusado.

O sequestrador está preso na Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, aguardando a deportação. No entanto, a advogada dele, Sabrina Diniz, ingressou com um pedido de habeas corpus no STF solicitando que a Corte impeça o ato até que as condições de cumprimento da pena no Chile sejam esclarecidas.

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