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Correio Braziliense

Jornal português diz que Moro foi de ''superministro'' a ''miniministro''

Entre os motivos citados pelo veículo de comunicação, estão a publicação das mensagens entre o ex-juiz e procuradores da Lava-Jato e o projeto de lei sobre abuso de autoridade


postado em 19/08/2019 14:29 / atualizado em 19/08/2019 16:00

(foto: Mauro Pimentel/AFP )
(foto: Mauro Pimentel/AFP )
O jornal português Diário de Notícias disse, nesta segunda-feira (19/8), que o ministro Sergio Moro passou de "superministro" a "miniministro", em um intervalo de dois meses. Entre os motivos citados pelo veículo de comunicação, estão a publicação das mensagens entre o ex-juiz e procuradores da Lava-Jato, divulgadas pelo The Intercept, além do projeto sobre abuso de autoridade, aprovado pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (14/8)

 

"Num intervalo de dois meses, o ex-juiz perde força na opinião pública por causa da Vaza Jato, sofre derrotas no Congresso, é atropelado no Supremo e vê os seus ímpetos reprimidos pelo próprio Bolsonaro", comentou a reportagem. De acordo com o jornal, o texto poderia se chamar "lei Sérgio Moro, já que pareceu redigida de maneira a contrariar o ex-juiz da operação, que de superministro da Justiça, no início do mandato de Jair Bolsonaro, se parece a cada dia que passa mais com um miniministro".  

 

O projeto de abuso de autoridade pune, com detenção de um a quatro anos, os juízes que optarem pela prisão preventiva sem amparo legal ou que realizarem escutas não autorizadas. Como o texto já foi aprovado pelo Senado, falta apenas a análise do presidente da República sobre o tema. Bolsonaro, no entanto, já sinalizou que vetará alguns pontos do projeto. Nesta manhã, ele chegou a se reunir com Moro para decidir vetos ao texto. 

 

Pacote Anticrime 

Considerado uma peça-chave para dar credibilidade ao governo de Bolsonaro, Moro pode, agora, sofrer novas derrotas no Congresso. Segundo o painel da Folha de S. Paulo, o grupo que analisa o pacote anticrime — o principal projeto do ministro — formou maioria para derrotar na íntegra o parecer do deputado Capitão Augusto (PL-SP), alinhado com o governo. 

 

Uma das expectativas é que a coordenadora do colegiado, Margarete Coelho (PP-PI), assuma a relatoria e elabore um novo parecer a ser levado ao plenário. Bolsonaro chegou a sinalizar que poderia colocar o projeto como prioridade, mas a pressão econômica deve atropelar o texto de Moro dentro do Congresso. 

 

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