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Correio Braziliense

Bolsonaro sugere que sucessor de Dodge na PGR pode não ser um subprocurador

Ao desconversar sobre quem está no páreo, ele sinalizou que o procurador Lauro Cardoso, quarto colocado na votação da lista tríplice feito pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), está cotado


postado em 20/08/2019 12:09 / atualizado em 20/08/2019 12:32

Lauro Cardoso, quarto colocado na votação da lista tríplice feito pela ANPR(foto: Reprodução/Site pessoal)
Lauro Cardoso, quarto colocado na votação da lista tríplice feito pela ANPR (foto: Reprodução/Site pessoal)
O presidente Jair Bolsonaro não definiu ainda o sucessor para a Procuradoria-Geral da República (PGR), mas ampliou o leque de opções e cravou que mesmo um procurador regional pode ser o próximo chefe do órgão. Ao desconversar sobre quem está no páreo, ele sinalizou que o procurador Lauro Cardoso, quarto colocado na votação da lista tríplice feito pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), está cotado. 

A possibilidade de Cardoso ser o próximo procurador-geral da República ganhou força depois de uma reunião na segunda-feira (19/8), no Palácio do Planalto, entre o procurador, Bolsonaro, e os ministros da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, e da Advocacia-Geral da União (AGU), André Luiz Mendonça. “Recebi mais uma pessoa ontem. O Lauro. Não vi pancada nele ainda. Alguma pancada nele aí? Mas ele é procurador regional, se não me engano. Mas concorreu na lista tríplice. Então, pode ser então”, sinalizou. 

O presidente ironizou os questionamentos quase que diários da imprensa sobre o sucessor da PGR e voltou a ressaltar não está preocupado com o prazo para indicação. “Um tempo atrás (o favorito) era o (subprocurador Augusto) Aras, depois passou a ser o (subprocurador) Bonifácio (de Andrada). Toda hora tem um favorito”, declarou, ao desconversar sobre um questionamento se o favorito seria o subprocurador Antônio Carlos Martins Soares. “Quando aparece um nome qualquer é indicação do (senador) Flávio (Bolsonaro), é para engavetar, ele já defendeu o PT, ele não sei o que”, criticou. 

Perfil

A indefinição, ressaltou, decorre do desejo em escolher alguém com um perfil que partilhe os mesmos ideais de Bolsonaro nos mais diversos temas. “Não dá para ter prazo. (...) O que preciso da pessoa para o MP? Que tenha visão global de Brasil, não apenas ‘vamos combater a corrupção, vamos isso, aquilo’. Não. É igual casamento. Você vai casar com uma mulher, você que é homem, ou com homem, não sei, tá na moda, e só vê beleza, e não vê outros atributos, ela e você. Tem tudo para fracassar. Bota uma pessoa no MP que tem visão ambiental diferente da minha”, justificou. 

O capitão reformado voltou a dizer que não vê problemas em a PGR ser chefiada por um interino até que ele escolha o nome.“A pessoa que vai substituir a Raquel Dodge, caso não indique alguém até lá, tem a formação melhor possível”, afirmou. “Todas as oportunidades estão abertas”, acrescentou, deixando claro que é possível ele definir o indicado nos próximos dias, ou só depois da saída de Dodge. 

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