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Correio Braziliense

Ministro da Educação diz ser ''fã da Amazônia''

Declaração foi dita como resposta a publicação dele de que a crise na floresta brasileira seria falsa


postado em 23/08/2019 19:02 / atualizado em 23/08/2019 19:11

(foto: Thaís Moura/ Esp.CB/D.A Press )
(foto: Thaís Moura/ Esp.CB/D.A Press )
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, comentou, nesta sexta-feira (23/8), sobre suas recentes declarações de que "a crise da Amazônia é falsa". Ele também ressaltou ser "fã" da floresta. As falas ocorrreram em Brasília, durante coletiva de imprensa no MEC sobre a implantação de internet em escolas rurais de todo o país, por meio do programa Inovação Educação Conectada. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, Marcos Pontes, também comentou o assunto, que vem repercutindo mundialmente. 

"Eu, nas minhas férias familiares, estava com minhas crianças na Amazônia. Eu já fui várias vezes para a Amazônia, conheço ela (a floresta) razoavelmente bem", explicitou o ministro da pasta. "Eu sou fã da Amazônia. Não fico em Paris ouvindo bossa nova e falando sobre como a Amazônia é bela." 



Mais cedo, em sua conta oficial no Twitter, o ministro da Educação afirmou que "a crise Amazônica falsa é fruto do acordo comercial fechado com a Europa". "O lobby dos agricultores europeus reagiu diante da iminente invasão de produtos brasileiros. Isso, combinado com ONGs, esquerda e 'artistas', revoltados com o fim da mamata. Podem prejudicar os brasileiros", escreveu Weintraub. No evento de hoje, ele reforçou que disse uma "coisa relativamente óbvia". 

Para o ministro, os recentes protestos e manifestações contrárias ao desmatamento da floresta se tratam de uma "ação de difamação do Brasil", já que os vídeos e imagens divulgados na intrnet "são antigos". "Existe queimada na Amazônia, lógico que existe, a gente tem que preservar a Amazônia sim. Mas nós temos uma das economias mais limpas do mundo, isso é verdade, não temos que mentir. Estamos perdendo cobertura vegetal, mas não de forma dramática que comprometa no curto prazo", constatou Weintraub. "Falar que a Amazônia está sendo destruída pelo governo Bolsonaro é bobagem". 

"Houve dano ambiental? Houve. O Brasil virou um deserto? não. O Brasil é o lugar mais sujo do mundo? Não. Tem países piores, sim, eu mesmo já fui para a China algumas vezes", completou o ministro. 

Na coletiva de imprensa sobre o programa educacional, o chefe do MEC também comentou sobre as recentes manifestações de estudantes e professores contra o programa Future-se e os contingenciamentos de recursos voltados para as instituições de ensino superior. "Eu sou a favor da autonomia universitária, mas sou contra a soberania universitária. Por que a polícia não pode entrar nos câmpus? Tem muita gente chateada porque nós cortamos a mamata", afirmou. 

Questionado sobre o assunto da Amazônia, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC), o astronauta Marcos Pontes, garantiu que "todos os ministérios estão apresentando, dentro de suas respectivas competências, o que pode ajudar nessa situação". "Nós temos o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que tem sistemas para indicar focos de incêndio, e esse sistema vai continuar a oferecer os dados, mas vai oferecer uma maior velocidade para a comissão que está trabalhando no combate a campo. É isso que podemos fazer nesse momento", informou. 

*Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca

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