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Correio Braziliense

Bolsonaro defende que queimadas não sirvam de protesto para sanções

Presidente fez pronunciamento na TV para falar da questão da Amazônia


postado em 23/08/2019 21:29 / atualizado em 23/08/2019 21:44

(foto: Planalto/ reprodução )
(foto: Planalto/ reprodução )
Durante um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão na noite desta sexta-feira (23/8), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre os incêndios que consomem a região amazônica.

Sob forte pressão internacional por conta das queimadas locais  e declarações ambientais polêmicas, o presidente aproveitou para dizer que os incêndios são comuns em qualquer lugar do mundo e que não devem servir de protesto para possíveis sanções presidenciais.

Isso porque o governo da Finlândia, que atualmente detém a presidência rotativa da União Europeia, pediu nesta sexta-feira, 23, que os países do bloco avaliem a possibilidade de banir a importação de carne bovina do Brasil por causa da devastação causada pelas queimadas na Amazônia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, por sua vez, acusou Bolsonaro de mentir sobre seus compromissos com o meio ambiente, durante o G20 e anunciou, que o país vai se opor ao tratado de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

“O Brasil é exemplo de sustentabilidade, conserva mais de 60% de sua vegetação nativa. possui uma lei ambiental moderna e um código florestal que deveria servir de modelo para o mundo. Por outro lado, tem países que ainda não conseguiram avançar com seus compromissos no âmbito do acordo de Paris. Seguimos, portanto, aberto ao diálogo, respeito, e cientes de nossa soberania. outros países se solidarizaram com o Brasil, ofereceram meios para combater as queimadas, bem como se prontificaram a levar o brasil ao G7. Isso não pode servir de protesto para possíveis sanções presidenciais. O Brasil continuará sendo, como sempre foi, um país amigo de todos.”, disse Bolsonaro.

Em um outro trecho do discurso, o presidente ressaltou a importância da Amazônia. “Nossas riquezas são incalculáveis, tanto em matéria de biodiversidade, como em recursos minerais. Tenho profundo amor e respeito pela Amazônia. A proteção da floresta é nosso dever. Estamos cientes disso e atuando para combater atividades criminosas que coloquem nossa região em risco”, apontou.

Bolsonaro disse ainda que ofereceu ajuda aos estados da Amazônia Legal no combate aos incêndios. "Com relação aqueles que aceitarem, autorizarei o uso da GLO, o emprego ostensivo de pessoal e equipamentos das Forças Armadas, auxiliares e outras agências permitirão não apenas combater as atividades ilegais, como, também, conter o avanço de incêndios na região".

E continuou: “Mesmo que as queimadas deste ano não estejam fora da média dos últimos 15 anos, não estamos satisfeitos com o que estamos vendo. Vamos atuar fortemente para conter", prometeu.
 
 

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