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Correio Braziliense

Bolsonaro confia na aprovação da reforma da Previdência na CCJ do Senado

A perspectiva de Bolsonaro de vitória no colegiado é baseada em diálogos que ele mantém com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre


postado em 04/09/2019 12:41

(foto: Marcos Correa/Planalto )
(foto: Marcos Correa/Planalto )
 
O presidente Jair Bolsonaro está confiante acerca da aprovação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A sessão para iniciar as discussões da matéria iniciou-se na manhã desta quarta-feira (4/9) e a expectativa é de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que atualiza as regras de aposentadorias seja votado ainda hoje.

A perspectiva de Bolsonaro de vitória no colegiado é baseada em diálogos que ele mantém com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Foi o que sinalizou na saída do Palácio da Alvorada nesta quarta. “Eu espero (que seja aprovada), está tudo certo. Tenho conversado com o Davi, alguns senadores, tudo certo. Se Deus quiser, vai em frente”, destacou. 

O presidente reconheceu que o texto é impopular, mas destacou que é imprescindível para a retomada da economia do país. É uma reforma realmente salgada, reconheço. É quase que uma quimioterapia, mas, se não fizer, todo mundo vai ficar sem receber (a aposentadoria) em um curto espaço de tempo. É melhor um pássaro na mão do que dois voando, infelizmente. Gostaria que não fosse obrigado a fazer isso daí”, comentou.

PEC Paralela 

A reforma que deve ser votada hoje é a chamada PEC Paralela, proposta que reúne pontos não incluídos no texto aprovado na Câmara. Pelo acordo costurado no Senado, haverá a quebra do prazo de 30 dias da votação inicial do texto na comissão, levando o texto, entre outros pontos, a incluir estados e municípios na reforma. Havendo a aprovação dos textos no colegiado, começa, hoje, a ser contado o prazo de cinco sessões ordinárias para a discussão das matérias em Plenário. 

A PEC Paralela é uma forma de evitar a volta da reforma da Previdência para a Câmara, o que ocorreria se houvesse mudanças feitas pelo Senado. O relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), vai manter o texto principal como veio da Câmara e vai inserir apenas com algumas supressões de dispositivos, como o do Benefício da Prestação Continuada (BPC). (Com informações da Agência Brasil)

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