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Correio Braziliense

Mourão: Primeiros dois anos do governo são para reorganizar a crise fiscal

De acordo com o vice-presidente, a medida serve para que em 2020 haja menos contingenciamento de verbas


postado em 10/09/2019 20:23

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O presidente em exercício, general Hamilton Mourão, afirmou na noite desta terça-feira (10/9) que os dois primeiros anos de governo são para equilíbrio fiscal do país e que em 2020, haja menos contingenciamento de verbas. “A ideia é que ano que vem não tenha contingenciamento. Porque o financeiro vai acompanhar a dotação. Essa é a previsão do Ministério da Economia. Vamos ter menos recurso, mas a gente já sabe que desde o começo do ano a gente vai ter aquele recurso”.

No entanto ele reconheceu que a dotação menor não será suficiente para destravar os projetos que ficaram parados. “A gente sabe que esses dois primeiros anos do governo são para reorganizar a crise fiscal que o país passa. Essa crise tem características muito claras porque nós temos uma quantidade de despesa obrigatória muito grande que a gente tem que tentar reverter”.

Sobre o projeto de caça sueco Gripen à Força Aérea Brasileira (FAB), Mourão disse não acreditar que o planejamento estratégico seja prejudicado por conta do contingenciamento sofrido pelo ministério.

“O do Gripen não, pois é uma questão de investimento, tem o  financiamento externo, mas todos os outros foram colocados mais para frente o ponto final deles por causa dos seguidos contingenciamentos que tem ocorrido”, explicou.

Quanto à possibilidade de o governo criar um imposto sobre transações financeiras (CPMF), Mourão confirmou os estudos e disse ter conversado com o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra. “É uma ideia que o governo tem. Conversei com o professor Marcos Cintra mas não foi apresentado ao presidente ainda. Quem decide é o presidente”, concluiu.

Na agenda desta quarta-feira (11/9), está prevista a presença de Mourão na solenidade de regimento de cavalaria de guarda na despedida de serviço ativo do general Rêgo Barros, porta-voz da República. O general seguirá despachando normalmente no Palácio do Planalto.

Na quinta-feira (12/9), o presidente interino segue para Porto Alegre para reunião da Câmara de Comércio Brasil e Alemanha.

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