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Correio Braziliense

Bolsonaro recebe alta nesta segunda, mas Mourão permanecerá no comando

Recomendação médica impede o presidente da República de reassumir o posto antes da quarta-feira


postado em 16/09/2019 11:18

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)
O presidente Jair Bolsonaro receberá alta médica, na tarde desta segunda-feira (16/9), e retornará a Brasília ainda hoje. No entanto, por recomendação médica, o presidente em exercício, Hamilton Mourão, permanecerá sob o comando do Executivo federal até quarta-feira (18/9). O retorno de Bolsonaro à capital federal decorre de uma melhora significativa do quadro clínico.

 

O boletim médico divulgado, na manhã desta segunda, pelo Hospital Vila Nova Star, onde ele permanece internado desde a noite de 7 de setembro, limitou-se a informar que Bolsonaro receberá alta após a realização de uma sessão de fisioterapia. Comunica, ainda, que ele continuará a recuperação em domicílio, no Palácio da Alvorada, “devendo seguir as orientações médicas relacionadas a dieta e atividade física”. 

 

A recuperação será supervisionada conjuntamente pelas equipes médicas do dr. Antônio Macedo, cirurgião-chefe que realizou a quarta e última e cirurgia, e da Presidência da República, coordenada pelo dr. Ricardo Camarinha. Em Brasília, a previsão era que Bolsonaro retomasse a Presidência nesta segunda, mas a retomada da gestão do Executivo federal foi adiada para quinta-feira. 

 

A ideia, confirmou o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, é permitir que Bolsonaro tenha um tempo maior de descanso “por uma recuperação mais rápida”. “Recuperação esta que irá reverter, de forma positiva, as ações que haverá desencadear em Nova York”, declarou. O comentário faz referência à viagem que o presidente fará aos Estados Unidos, para abrir a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na próxima terça-feira (24/9).

Viagem adiada 

O zelo por uma melhor recuperação de Bolsonaro motivou, inclusive, o adiamento da viagem dele aos Estados Unidos. A previsão inicial era de que ele embarcasse no domingo (22/9). Agora, a decolagem ocorrerá na segunda (23/9). Antes, ele passará por um último monitoramento da equipe médica que o atendeu em São Paulo, em uma das cinco unidades da Rede D’Or na capital federal. “A previsão inicial é da equipe deslocar-se para Brasília na sexta-feira. As condições são semelhantes a esse hospital e o presidente estará com mobilidade melhor e mais facilidade”, disse Rêgo Barros. 

 

Nos EUA, Bolsonaro cumprirá eventos privados na chegada ao hotel, ainda no dia 23. No dia 24, se encontrará com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e depois fará o discurso na Assembleia-Geral. No dia 25, o presidente irá com a comitiva presidencial ao estado do Texas, onde se reunirá com empresários do setor industrial ligado às Forças Armadas norte-americanas. Alguns deles são militares aposentados.

No mesmo dia 25, o chefe do Executivo federal retornará a Brasília. “Naturalmente, o presidente entendeu que não deve expor-se neste momento a viagens um tanto quanto cansativas, mas reconhece a importância desta viagem que atribuimos à Amazônia, à soberania brasileira, e tantos temas que vicejam e são falados pela imprensa estrangeira”, declarou Rêgo Barros. 

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