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Correio Braziliense

Congresso fica dividido em relação ao discurso de Bolsonaro

Um dos que reprovaram o tom do discurso foi o governador de São Paulo, João Doria (PSDB)


postado em 25/09/2019 06:00

(foto: Kleber Sales/CB/D.A Press)
(foto: Kleber Sales/CB/D.A Press)
O discurso do presidente Jair Bolsonaro na ONU dividiu opiniões no mundo político. Quem aproveitou para dar uma alfinetada foi o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que classificou como “inadequada e inoportuna” a fala do chefe do Executivo federal. Em declaração após um evento em São Paulo, o tucano comentou que o discurso “não teve referências que pudessem trazer respeitabilidade e confiança no Brasil no plano ambiental, econômico ou político”.

A estocada demonstra um posicionamento de Doria na disputa política. Aliados de Bolsonaro classificam como um movimento eleitoral, mirando o eventual embate dos dois nas eleições presidenciais de 2022.

No Congresso, o presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, Rodrigo Agostinho (PSB-SP), criticou o pronunciamento, dizendo que segue “na contramão do resto do planeta”. “Que busca, hoje, na sustentabilidade, o único caminho possível. Infelizmente, o presidente acabou optando por ficar junto à sua minoria, a pessoas atrasadas”, sustentou.

O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), saiu em defesa do governo. “Foi um discurso altivo e independente de um presidente que quer uma inserção não ideológica do Brasil no cenário mundial”, frisou. Presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, o deputado Fausto Pinato (PP-SP) fez boa avaliação do discurso. “Defendeu com estratégia e moderação a soberania brasileira. Dentro da concepção do Bolsonaro, foi uma fala ponderada, pragmática e sem ser agressiva.”

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