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Correio Braziliense

Janot pede a devolução de material apreendido pela Polícia Federal

Os objetos recolhidos pela PF foram apreendidos em razão das declarações do ex-PGR de que pensou em assassinar o ministro do STF Gilmar Mendes, em 2017


postado em 01/10/2019 06:00

(foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil)
(foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil)
Diante dos mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal na semana passada em dois endereços do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot em Brasília, a defesa do ex-chefe da PGR pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que os materiais recolhidos —como celular, tablet, computador e HD externo —, sejam devolvidos. Os objetos foram apreendidos em razão das declarações do ex-PGR de que pensou em assassinar o ministro do STF Gilmar Mendes, em 2017.

 
A advogada Paula Sion de Souza Naves argumenta que os aparelhos eletrônicos contam com informações profissionais de Janot e que sem eles o ex-PGR está impossibilitado de dar continuidade ao “exercício de suas atividades como advogado, jurista e conferencista”. A ação policial, ordenada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, aconteceu um dia depois de Janot revelar que compareceu armado a uma sessão plenária do Supremo, há dois anos, com a intenção de atirar na cabeça de Mendes e depois se suicidar. O ex-PGR faz menção ao episódio no livro escrito por ele “Nada menos que tudo — Bastidores da operação que colocou o sistema político em xeque”, mas não cita o nome do magistrado. 
 
A obra, que será lançada oficialmente neste mês, já circula em formato digital nas redes sociais. A Editora Planeta do Brasil, responsável pelo livro, afirmou que “pirataria é crime e a difusão de obra protegida por direitos autorais é grave infração” e que tomará as medidas legais com relação aos responsáveis.  O subprocurador geral da República Moacir Guimarães Morais Filho solicitou ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sejam retirados do livro os trechos em que Janot cita o momento em que ficou prestes a atirar contra Mendes. De acordo com o subprocurador geral, as declarações do ex-PGR constituem “ato nocivo à sociedade e, às instituições, incita a violência”.

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