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Correio Braziliense

Maia: Liderança do PSL deve ser decidida nas próximas horas

A ala mais fiel ao presidente do partido, apresentou lista com 32 assinaturas contrárias a liderança de Eduardo Bolsonaro.


postado em 17/10/2019 12:10 / atualizado em 17/10/2019 12:14

Até agora, três documentos foram protocolados na Câmara dos Deputados(foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Até agora, três documentos foram protocolados na Câmara dos Deputados (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou nesta quinta-feira (17/10) que a secretaria geral da mesa da Casa deve analisar nas próximas horas as listas de parlamentares apoiadores e publicar a que tem maioria absoluta, decidindo a liderança do Partido Social Liberal (PSL) na Câmara.  

“Pretendo só determinar ao secretário geral que analisado essas listas, ele publique a lista que tem maioria absoluta e diga quem é o líder do PSL. Acho que não deve demorar tanto para ver as três listas com nomes de deputados, acredito que ele consiga tomar a decisão nas próximas horas”, disse ao sair de reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, para tratar da agenda econômica pós reforma da Previdência. 

Na noite da última quarta-feira (16), após anúncio público de que a ala mais bolsonarista do partido havia protocolado 27 assinaturas para retirar a liderança do Delegado Waldir (PSL/GO), a ala mais fiel ao presidente do partido, Luciano Bivar (PE), apresentou outra lista com 32 assinaturas contrárias a liderança de Eduardo Bolsonaro. Até agora, três documentos foram protocolados na Câmara dos Deputados. 

Segundo Maia, a decisão não deve ser dele. “Nem poderia o presidente da Câmara interferir na decisão política entre um partido. É uma decisão interna. É uma decisão da secretaria geral da mesa, é o que diz o regimento e o que diz a regra das assinaturas”, comentou. 

Para ele, a tensão e disputa pela liderança do PSL não irá interferir no seguimento das pautas da Casa. “Temos um ambiente de modernização do Estado, de eficiência do Estado Brasileiro, de melhoria da qualidade de investimento público, da geração de emprego atrelada a boa qualidade de gasto público, melhoria da produtividade. Primeiro que não acredito que será um problema por muito tempo. E segundo que o ambiente de modernização  contamina a maioria absoluta da Casa e não é briga no partido “A” ou “B” que vai atrapalhar o prosseguimento da nossa pauta”, garantiu.

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