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Correio Braziliense

Bolsonaro foi contra nomear Eduardo para liderança do PSL, diz deputado

De acordo com Bibo Nunes (PSL-RS), presidente era contra ver o filho à frente do PSL na Câmara por avaliar que isso ''ia pegar mal''. Deputados da sigla, no entanto, o convenceram da ideia


postado em 17/10/2019 13:44 / atualizado em 17/10/2019 13:49

Áudios vazados na noite de quarta-feira revelaram que o presidente estaria contando deputados do PSL em busca de apoio para trocar a liderança(foto: Sérgio Lima/AFP)
Áudios vazados na noite de quarta-feira revelaram que o presidente estaria contando deputados do PSL em busca de apoio para trocar a liderança (foto: Sérgio Lima/AFP)
Os requerimentos apresentados na quarta-feira (16/10) à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara que pedem para que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) assuma a liderança do PSL na Casa não agradaram ao presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o deputado Bibo Nunes (PSL-RS), o chefe do Executivo federal não gostaria de ver o filho como líder do partido por entender que isso “não tem nada a ver” e que “ia pegar mal”.

“O presidente foi taxativo. Ele não queria o Eduardo e falou: “é o meu filho, não vai ser bom”. Mas nós (deputados) que pressionamos para botar ele (Eduardo), por um mandato tampão, até 15 de dezembro. Para pacificar a situação”, disse Bibo.

O parlamentar ainda comentou que Bolsonaro não fez nenhuma ligação para tentar convencer deputados a assinar o requerimento pedindo a destituição de Delegado Waldir (PSL-GO) do cargo de líder do partido na Câmara. Áudios vazados na noite de quarta-feira revelaram que o presidente estaria contando deputados do PSL em busca de apoio para trocar a liderança.

“Estava ao lado do presidente. Ele não ligou para nenhum deputado. O que aconteceu foi que um deputado ligou para outro, e pediu para presidente pegar a ligação. Ele não teve a menor intenção (de interferir na liderança do partido na Câmara). Em momento algum quis ter essa iniciativa. Ele não quis se intrometer”, explicou Bibo, acrescentando que o parlamentar que tornou público o diálogo “é mau caráter”.

“Quem fez isso é mau caráter e indigno de qualquer coisa. A pessoa que vazou, a carreira dela está acabada. Quem vai imaginar que, entre amigos e deputados no partido, vai ter uma pessoa, um traidor desse nível?”, questionou. “É uma situação altamente delicada. Um deputado federal, conversando com o presidente da República, gravar e mandar para o público. Por favor, isso não tem que ser eleito em nada. É vergonhoso. Não tem nem mais o que falar com uma pessoa assim”, acrescentou o pesselista.

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