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Correio Braziliense

Defesa de Lula dirá à Justiça que cliente não quer ir ao regime semiaberto

Ex-presidente tem direito a sair da cadeia para trabalhar ou estudar por ter cumprido um sexto da pena, no entanto, ele se recusa e quer a suspensão do processo


postado em 18/10/2019 19:47

(foto: Nelson Almeida/AFP)
(foto: Nelson Almeida/AFP)
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou, nesta sexta-feira (18/10), que vai pedir na Justiça que ele não seja obrigado a progredir para o regime semiaberto. Atualmente, o petista cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, em razão de uma condenação a 8 anos, dez meses e 20 dias de prisão imposta pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Lula se recusa a deixar a cadeia, alegando que é alvo de acusações falsas e de perseguição política por parte de autoridades. No entanto, como ele já cumpriu um sexto da pena, o Ministério Público Federal (MPFpediu que o réu tenha direito a sair do cárcere durante o dia, para trabalhar, e retornar a noite. A defesa vai solicitar que a Justiça rejeito a solicitação dos procuradores.

É possível ainda que a prisão seja convertida em domiciliar, a depender do entendimento da juíza Carolina Lebbos, da Vara de Execuções Penais do Paraná, responsável pelo caso. De acordo com o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente, o cliente pretende deixar a prisão apenas após conseguir ser inocentado das acusações. "Lula reafirmou que não aceita o pedido do MPF de progressão de pena porque ele vai buscar a sua liberdade plena, a sua inocência, e o reconhecimento de que não praticou qualquer crime. Nós encaminharemos à Justiça uma petição para que seja indeferido o pedido do Ministério Público”, disse. 

O petista é acusado de receber propina da Construtora OAS por meio de um apartamento triplex, localizado no Guarujá, em São Paulo. Ele foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As investigações apontaram que o ex-presidente recebeu o apartamento da empreiteira para interferir em contratos com a Petrobras. 

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