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Correio Braziliense

''Existem algumas informações desencontradas'', diz Eduardo Bolsonaro

Com 28 assinaturas confirmadas, foi protocolado o nome de Eduardo Bolsonaro para liderança do PSL


postado em 21/10/2019 14:08 / atualizado em 21/10/2019 14:53

Eduardo Bolsonaro aguarda confirmação de seu nome como novo líder do PSL(foto: Nelson Almeida/D.A Press)
Eduardo Bolsonaro aguarda confirmação de seu nome como novo líder do PSL (foto: Nelson Almeida/D.A Press)
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) está em compasso de espera, aguardando a confirmação do nome dele como novo líder da legenda enquanto aguarda uma quinta lista que circula com nomes para a mudança no comando do partido na Câmara. Na semana passada circularam três listas com números que não batiam o total de 53 deputados da legenda.

Hoje pela manhã, foi protocolada na Secretaria Geral da Mesa (SGM) uma lista liderada pelo deputado General Girão (PSL-RN) com 28 assinaturas confirmadas para que Eduardo Bolsonaro seja o novo líder do PSL na Câmara, incluindo a do próprio parlamentar. Procurada, a SGM confirmou a existência de uma segunda lista do dia, e está conferindo as assinaturas. 

“Existem algumas informações desencontradas. Então, nesse momento, eu não sei se a lista que está valendo é a minha lista. Se houve ou não houve qualquer tipo de acordo. Então, eu não posso me posicionar como líder do partido. É aguardar, e, se vier a ser confirmada a minha liderança, mais tarde eu retorno para fazer um pronunciamento”, disse o parlamentar aos jornalistas, nesta segunda-feira (21/10) após assistir ao vídeo do deputado Delegado Waldir (PSL-GO), na qual o ocupante da liderança do partido disse que “estará a disposição do novo líder para, de forma transparente, passar toda a liderança do PSL”.

Apesar disso, o filho do presidente Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade de haver uma quinta lista circulando para a manutenção do deputado goiano como líder. “A gente não sabe se haverá uma lista a vir. Eu acabei de ver um vídeo do Delegado Waldir, mas já me falaram também que está por vir uma outra lista para ser protocolada na SGM”, afirmou. 

O deputado afirmou que desconhece o que aconteceu no fim de semana, mas admitiu que o fato de os cinco deputados expulsos fossem reintegrados ao partido e às comissões foi um sinal de que uma espécie de trégua com a ala que apoia o presidente da legenda, o deputado Luciano Bivar (PSL-PE), estava sendo costurada. “Acho que pode ser vista dessa maneira. Do meu lado também não tem rancor nenhum. Somos políticos. E político não faz o que ele quer. Política é a arte do possível”, disse ele, contando que vem tentando “colocar panos quentes” e quer “colocar adiante o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro”. 

“Não falei nada na rede social desde ontem à noite. Participei hoje da sessão da família (na Câmara)”, contou ele. citando evento no plenário da Câmara realizado pela manhã e que teve também a presença da deputada Flordelis (PSD-RJ) citada no microfone pelos integrantes da mesa. Ela é acusada pelos filhos de mandar matar o marido. No fim da breve entrevista, Eduardo cometeu um ato falho, que disse que “o governo elegeu o presidente Bolsonaro”.

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