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Correio Braziliense

''A resposta é não'', diz Doria sobre apoio de candidatura de Joice em 2020

Apesar de publicações no Twitter e do apoio declarado nas eleições de 2018, Doria tem procurado se descolar da figura do presidente Bolsonaro


postado em 22/10/2019 16:50 / atualizado em 22/10/2019 16:55

O pronunciamento ocorreu após uma reunião do governador com o presidente em exercício, Hamilton Mourão(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O pronunciamento ocorreu após uma reunião do governador com o presidente em exercício, Hamilton Mourão (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O governador de São Paulo João Dória (PSDB) afirmou na tarde desta segunda-feira (22/10) que não apoiará a deputada Joice Hasselmann para as eleições municipais de 2020. O pronunciamento ocorreu após uma reunião do governador com o presidente em exercício, Hamilton Mourão no Palácio do Planalto.

“Não. A resposta é não. E ela sabe disso. Eu tenho toda a franqueza, aliás, como bons amigos ela usa da franqueza e eu também. Meu candidato à prefeito de São Paulo é Bruno Covas. Mas isso não impede que eu mantenha com ela uma relação de estima, de admiração. E ela tem todo o direito de disputar, não pelo PSDB, obviamente, que nós já temos um candidato, mas tem todo o direito de disputar a sua eleição para a prefeitura de SP. Ela engrandece o debate eleitoral ao meu ver na capital de SP que é o maior colégio eleitoral metropolitano do país, então ela será bem vinda seja pelo partido PSL, que é o que ela ocupa neste momento ou por qualquer outro partido. E a nossa amizade continuará e minha admiração por ela não será modificada nessa relação”.

O tucano afirmou ainda que procura praticar a ‘política de bom nível’; “Não a política do ódio, nem a política separatista. É a do bom entendimento. Você pode respeitar as pessoas e ter boas relações ainda que tenha posições distintas ou ainda uma disputa eleitoral. E eleição é pontual. Ela termina quando se conclui o último voto e se apura. Você não fica nem odiando, nem desgostando, nem antagonizando as pessoas. Mais do que nunca, o Brasil precisa estar unido, pacificado, com bom entendimento e bom diálogo entre todoS. É assim que nós podemos construir um país melhor”, concluiu.

O presidente Jair Bolsonaro se encontra em agenda de viagens internacionais. Ele e Doria vêm trocando farpas mirando nas eleições presidenciais de 2022. Para afastar qualquer hipótese de articulação pelas costas, o presidente em exercício Hamilton Mourão ressaltou que informou anteriormente a Bolsonaro (PSL), que receberia Doria.

No final de agosto, Bolsonaro disse que Doria estava "mamando" no governo do PT. "

Apesar de publicações no Twitter e do apoio declarado nas eleições de 2018, Doria tem procurado se descolar da figura do presidente Bolsonaro. No último dia 2, Doria negou, durante uma entrevista à Globo News, ter sido oportunista nas últimas eleições ao participar do movimento “BolsoDoria”. Ele ainda negou ser “bolsonarista”.

“Eu não sou bolsonarista. Eu não criei o ‘BolsoDoria’. O movimento nasceu no interior, espontaneamente. Mas eu incorporei”, disse. “E naquela circunstância, na qual enfrentávamos todos os partidos de esquerda juntos, todos faziam campanha contra mim. E, numa campanha, qual era o meu caminho senão estar ao lado daqueles que advogavam com Jair Bolsonaro?”, disse o governador.

A respeito da provável candidatura à presidência, Doria negou antecipar o processo eleitoral: “Não é hora de falar disso. Em tese, na prática… Não é momento de discutir eleições de 2022, três anos e meio antes da eleição. É um erro. E não fui eu quem iniciou esse processo. O presidente Bolsonaro, talvez, foi quem deflagrou o processo.”

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