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Correio Braziliense

Eduardo Bolsonaro responde perguntas sobre crise no PSL

O deputado disse que o momento, agora, é de botar ''panos quentes'' na situação do partido


postado em 22/10/2019 17:40 / atualizado em 22/10/2019 17:56

 A respeito da embaixada, afirmou que ''está tudo em aberto''(foto: Evaristo Sá/AFP)
A respeito da embaixada, afirmou que ''está tudo em aberto'' (foto: Evaristo Sá/AFP)
O novo líder do governo na Câmara, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) falou sobre a crise no PSL. Ele admitiu que existem outras listas que podem destituí-lo da liderança, mas afirmou que, por enquanto, está estável como líder, e espera que o assunto se torne página virada, no máximo, até a próxima semana.

“Eu acredito que esteja definida. Mas, como vocês estão vendo, está havendo uma sucessão de listas. Não posso garantir que não ocorrerá mais uma. Tecnicamente o que define minha liderança é a última lista protocolada. Até esse momento, a última lista é a meu favor, então, estou como líder”, afirmou.

O deputado também disse que o momento, agora, é de botar “panos quentes” na situação. “Eu estou evitando de falar em redes sociais, falando de maneira bem genérica com a imprensa, nominalmente, não cito nenhum deputado. Depois dessa semana, o mais tardar, amanhã, isso vai ser 100% página virada. Ninguém aguenta tanto tempo nessa discussão também. Está na hora de voltar os olhos para o Brasil, as pautas que interessam para a o país voltar a crescer, reduzir desemprego, aumentar segurança, fazer o nosso trabalho”, disse. 

Questionado sobre a possibilidade de reunir a bancada do PSL depois da crise, Eduardo Bolsonaro fez como o pai, falou em casamento. “Inspirado no presidente, vou dar um exemplo de casamento. A gente já viu até casal divorciado voltar a se casar. Porque não voltar a reunir todo mundo na bancada? Tem espaço pra gente trabalhar em relação a isso. A gente não precisa de morrer de amores um pelos outros, mas focar nas pautas que interessam ao país. Mais uma vez, me comprometo a não fazer qualquer tipo de retaliação. Não é do meu estilo. Estou vendo, do outro lado, atitudes que vão de encontro a essa questão de botar panos quentes. O pior da turbulência já passou”, garantiu.

Sobre sua possível destituição do cargo de presidente do diretório do PSL de São Paulo, ele disse, apenas, que se trata de uma decisão do Bivar e da presidência nacional. A respeito da embaixada, afirmou que “está tudo em aberto”. “Está tudo em aberto. Liderança, tem as listas. Embaixada, eu falo com o presidente”, afirmou.

O parlamentar evitou comentar a respeito das acusações da ex-líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann, sobre perfis falsos. Segundo a pesselista, Eduardo e o irmão, Flávio Bolsonaro atuariam nas redes sociais por meio de perfis falsos. Ela disse que há pelo menos 20 contas fakes de Instagram ligada aos filhos do presidente da República e assessores. As contas seriam ligadas a outros 1,5 mil sites também falsos, ou que gerenciam outros perfis falsos e parte dos operadores do esquema atuaria de dentro do Palácio do Planalto.

“Eu me reservo ao direito de não falar sobre Joice. Essa história está caminhando para um momento de apaziguar. Falar qualquer coisa, nominalmente, relativo a um deputado ou outro, só vai abrir a ferida e dar continuidade para essa questão que ninguém aguenta mais que é essa confusão no PSL. Se ela falou qualquer coisa, cabe a ela provar. Não a mim”, defendeu-se.

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