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Correio Braziliense

VÍDEO: Bolsonaro pede que Frota ''feche a matraca'' sobre o caso Queiroz

Imagens foram publicadas nas redes sociais pelo deputado federal. ''Isso por eu ter pedido a prisão do Queiroz'', afirma na publicação. Na conversa, presidente não faz nenhuma referência ao ex-assessor de Flávio Bolsonaro


postado em 01/11/2019 12:04 / atualizado em 01/11/2019 12:04

(foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados e Mauro Pimentel/AFP)
(foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados e Mauro Pimentel/AFP)
O deputado federal Alexandre Frota (PSDB/RJ) publicou, nesta sexta-feira (1°/11), um vídeo nas redes sociais em que Jair Bolsonaro pede cochichando ao pé de ouvido do parlamentar e com a boca tampada para ele “fechar a matraca”. Frota diz que o presidente se referia ao caso Queiroz.

 

Na publicação, Frota diz que o encontro com Bolsonaro foi em um café da manhã no Palácio, mas não diz quando. "No vídeo podemos ouvir claramente quando eu fala pra mim com a mão na boca (p... Frota cala essa matraca) na sequência diz "eu quero continuar transando contigo” isso por eu ter pedido a prisão do Queiroz”, diz o deputado. O vídeo não mostra nenhuma fala em referência ao Queiroz.

 

Em outro post com o mesmo vídeo, o deputado também diz que está postando o vídeo porque a deputada federal Bia Kicis (PSL/DF) disse que Frota não estava no dia e que não tinha visto. “Podem conferir ela entre eu e ele ainda prestando atenção na conversa e com um leve sorriso. Está de óculos”, mostra.

 

Na última quarta-feira (30/10), Frota afirmou durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News que o presidente havia mandando ele “calar a matraca" quanto ao caso Queiroz e que um vídeo provaria este momento. Ainda segundo Frota, o filho do presidente e senador, Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), também o teria advertido no mesmo dia.

 

Quem é Queiroz?

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentações atípicas nas contas dele. A suspeita de captação ilícita de salário de servidores no período.


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