Politica

CPI das Fake News tem bate-boca entre Randolfe e Feliciano

A briga teve início por conta de um áudio que o pastor enviou para o presidente do PSL no Amapá Pastor Guaracy Júnior

Luiz Calcagno
postado em 05/11/2019 15:10
[FOTO1]A CPI das Fake News teve início, na tarde desta terça-feira (5/11), com um bate boca entre o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o deputado Marco Feliciano (Podemos-SP). A briga teve início por conta de um áudio que o pastor enviou para o presidente do PSL no Amapá Pastor Guaracy Júnior. Na mensagem, Feliciano pede ajuda para que internautas vistem os perfis de Randolfe no Facebook e Twitter para ;espancar ele;.

Marco Feliciano pediu a palavra, se queixou que Randolfe apresentou um requerimento para que ele depusesse na CPI e disse que o senador estaria agindo em causa própria, pro motivo de vingança e que poderia levá-lo à Procuradoria Geral da República por isso. ;Ele quer instrumentalizar essa comissão, instrumentalizar os colegas e usar de vingança. Ele disse que denunciaria o presidente da República por obstrução de justiça e eu disse que o crime não existia. ;No áudio, eu falo espancamento, que eu quero que peguem pesado. Mas não paguei. Não contratei robôs;, argumentou.

;O senador Randolfe usou o requerimento com desvio de finalizado atuando em causa própria. A voz do povo está digitalizada. Quando um senador de esquerda tenta fazer isso, diz que eu não posso pedir ao meu público para se manifestarem. Pra mim, o senador Randolfe cometeu ato de improbidade administrativa no desvio de finalidade. Sobre fake news, o Senador entende bem. Colocou um vídeo acusando 50 garimpeiros no Amapá, de matar uma aldeia. O presidente foi espancado nas redes. A aldeia autorizou a exumação do corpo e ele teria morrido afogado. A fake news veio do senador. Respeito o colegiado, mas não vão me intimidar. E se ele continuar, vou a PGR;, atacou.

Randolfe mostrou o áudio na comissão. Depois, rebateu o parlamentar. ;;Esse senadorzinho precisa de um trato;? Presidente, espancar, não pode ser uma linguagem, primeiro, cristã. O cristo que eu conheci ensinou a dar a outra face. Foi espancado, torturado. Ensinou a linguagem do amor, da paz. Não é linguagem cristã. É isso que essa CPMI está discutindo, a linguagem do ódio, que não pode ser uma linguagem da política;, disparou.

;O debate política, pedir representação contra o presidente da República, outro divergir, o debate político entre governo e oposição, palavras duras fazem parte da política. As do linchamento, espancamento, dar uma lição são palavras utilizadas na criminalidade. No dia a dia do crime. São criminosos que dizem que tem que dar uma lição. Que tem que espancar;, completou.

Randolfe argumentou, ainda, que o linchamento virtual é objeto da CPI. Linguagem ;propagandeada nas redes sociais para aniquilar aos que se opõe a esse governo. Personalidades públicas, os que ousam divergir, como ocorreu com Frota. Isso não é da democracia, não é da política. A linguagem do ódio é contra a democracia, contra a política;, afirmou.

Feliciano respondeu que usou uma ;figura de linguagem;. ;Uma metáfora. Só não entende um analfabeto funcional, ou se usa de má fé;, disse. Depois chamou o senador de ;múmia; e insinuou que ele teria recebido dinheiro da Odebretch. A discussão terminou com a palavra dada a Randolfe, que acusou o deputado e pastor de gastar R$ 150 mil em tratamento dentário e disse que ele agia de má fé. ;É má fé. Eu não respondo a um processo sequer. O dito agressor esqueceu de um detalhe simples, o MPF e a procuradoria geral da república arquivou uma falsa delação contra mim;, respondeu.

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