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Correio Braziliense

PF pediu prisão de Dilma, Mantega e ministro do TCU, mas Fachin negou

Corporação alega que a detenção dos investigados é fundamental para a continuidade das diligências


postado em 05/11/2019 17:40 / atualizado em 05/11/2019 17:49

PGR foi contra o encarceramento(foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
PGR foi contra o encarceramento (foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
Na ação deflagrada na manhã desta quinta-feira (5/11), para investigar o repasse de R$ 40 milhões para políticos do MDB, a Polícia Federal, chegou a solicitar a prisão da ex-presidente Dilma Rousseff, do ex-ministro Guido Mantega, do ex-presidente do Senado, Eunício Oliveira e do ex-senador Valdir Raupp. Nenhum deles tem foro privilegiado, por não ocuparem mais cargo público.

Além deles, a PF solicitou a prisão preventiva do ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU). No entanto, todas as solicitações de encarceramento foram negadas pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por autorizar o cumprimento dos mandados.

Para fazer a solicitação, os investigadores alegaram que a medida seria necessária para impedir interferências e garantir a continuidade das diligências. "É imprescindível a decretação da prisão temporária dos investigados de maior relevância nos crimes praticados pela associação criminosa, bem como daqueles que atuaram na entrega e no recebimento em espécie das quantias ilícitas."

Ao ser consultada, a Procuradoria Geral da República (PGR), também foi contra a restrição de liberdade dos investigados, alegando que não existem elementos suficientes para justificar esta medida.

Além dos já citados, estão entre os alvos da operação, os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM) e Jader Barbalho. Os três negam envolvimento nos crimes apontados pela PF. A defesa de Vital do Rego afirmou que ele "é o maior interessado em esclarecer os fatos" e que "vai colaborar com a Justiça".

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