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Correio Braziliense

Osmar Terra viajará à Argentina para posse de Alberto Fernández

Ministro da Cidadania será o representante do governo federal na cerimônia. Desde a eleição de Alberto Fernández para a presidência argentina, Bolsonaro havia descartado participar da posse


postado em 06/11/2019 18:09

(foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
(foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
Após negar abertamente a possibilidade de viajar à Argentina para participar da posse do recém-eleito presidente do país, Alberto Fernández, Jair Bolsonaro decidiu enviar o ministro da Cidadania, Osmar Terra, para ser o representante do governo brasileiro na cerimônia, prevista para 10 de dezembro.

 

A informação foi confirmada pela assessoria de Terra nesta quarta-feira (6/11). Dessa forma, será a primeira vez desde 2002 que um presidente brasileiro não vai ao país vizinho para prestigiar a posse presidencial argentina. Em 2002, o então mandatário do país Fernando Henrique Cardoso não esteve em Buenos Aires durante o empossamento de Eduardo Duhalde.

 

De 1993 a 1996, Terra foi prefeito de Santa Rosa (RS), cidade próxima à fronteira do Brasil com a Argentina. Além disso, durante alguns anos do período da ditadura militar, o ministro morou na capital argentina. 

 

A vitória de Fernández nas urnas não foi bem vista por Bolsonaro, que fez coro a favor da reeleição de Mauricio Macri na campanha eleitoral. Após o resultado das urnas, o presidente brasileiro chegou a dizer que a Argentina havia escolhido mal e ainda não parabenizou Fernández pela eleição.

 

O chefe do Palácio do Planalto também se mostrou incoformado com a atitude de Fernández ao pedir a liberdade do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante o primeiro discurso como presidente eleito e ao postar uma foto, horas antes do resultado das eleições, fazendo o gesto do "L" com uma das mãos — em referência ao movimento "Lula livre".

 

Diante desse cenário, a tendência é de que o relacionamento entre os dois seja estritamente pragmático. Bolsonaro já sinalizou que, da parte dele, não fará qualquer esforço para buscar um relacionamento mais próximo com Fernández, a exemplo da boa convivência que mantém com Macri, mas garantiu que não retaliará as relações com a Argentina e espera do presidente eleito no país vizinho uma postura comercialmente semelhante à do seu rival nas eleições. 

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