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Correio Braziliense

Em bate-boca na CCJ, Eduardo Bolsonaro diz que PT mandou matar Celso Daniel

Após a declaração do deputado na CCJ, parlamentares do partido disseram que iriam processá-lo


postado em 11/11/2019 20:13 / atualizado em 11/11/2019 20:15

(foto: Reprodução/Youtube/TV Câmara)
(foto: Reprodução/Youtube/TV Câmara)
Em poucos minutos de sessão da Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ) o líder do PSL na Câmara, Eduardo Bolsonaro (SP) bateu boca com deputados do PT. Disse que o partido mandou matar o prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, em 18 de janeiro de 2002. A discussão ocorreu quando parlamentares da comissão decidiam se a votação da inversão de pauta seria, ou não, nominal. 

“O PT é o partido que mandou matar o Celso Daniel. Todo mundo sabe disso. Agora eles querem construir a narrativa de que nós estamos aqui trabalhando para prender o Lula”, disse. Os deputados petistas começaram a reclamar. “Mandou matar mesmo. Os únicos caras que tiveram contato com ele já morreram”, desafiou.

Em seguida, parlamentares disseram que processariam Eduardo Bolsonaro. “Manda. Vai ser um prazer responder. Só enche a minha bola. Cuidado que eu vou ser eleito governador. Fizeram isso com Jair Bolsonaro e não funcionou. Obrigado PT. Quanto mais vagabundo tiver me acusando na Justiça, melhor pra mim”, atacou. 

Os deputados se queixaram da fala de Eduardo Bolsonaro ao presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), que não reconheceu as queixas. “O horário das lideranças, cada partido pode falar o que quiser. Eu não posso fazer juízo de valor sobre a fala do deputado”, afirmou após pedir que congelassem o tempo de Eduardo para que ele terminasse de falar.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) respondeu Eduardo Bolsonaro. “Já ouvimos falar várias vezes sobre a morte de Celso Daniel. Foi investigado pela Polícia Civil de São Paulo, e o governador era do PSDB. E pela Polícia Federal. E o presidente era do PSDB. E ali se chegou aos culpados. portanto não creio que nem o presidente, que era do PSDB, e que disputou as eleições com o candidato do PT, Luiz Inácio lula da Silva, nem tampouco o governador de São Paulo quisessem acobertar qualquer coisa acerca do PT”, argumentou.

Em seguida, a deputada também partiu para o ataque. “Isso é uma leviandade sem tamanho. O Celso Daniel era coordenador de campanha de Lula, escolhido com unanimidade na executiva. Não tripudiem da dor do PT com a morte de Celso Daniel. Da dor de Lula com a morte de Celso Daniel. Esse tipo de ilação é de quem não tem argumento”, disparou voltando ao assunto da Pec em seguida.

“Nós estamos falando de direito e garantia individual.  E sabemos que a decisão do Supremo não representa essa libertação de milhares de presos. É preciso que as ações não durem tantos anos e com a elucidação dos casos. Por fim, impunidade não pode ser admitida em qualquer lugar, mas o direito à liberdade e constituição tem que abranger todas e todos”, declarou a petista.

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