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Correio Braziliense

Presidente da Alesp cancela homenagem a Pinochet por deputado do PSL

A homenagem estava marcada para o dia 10 de dezembro, mesma data em que se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos e o aniversário da morte do ditador chileno


postado em 21/11/2019 10:52 / atualizado em 21/11/2019 12:21

(foto: AFP)
(foto: AFP)
O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o deputado Cauê Macris (PSDB), assinará nesta sexta-feira (22/11) um ato que impede a realização de uma homenagem ao ditador chileno Augusto Pinochet — que estava marcada para o dia 10 de dezembro na Assembleia, mesma data em que se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos e o aniversário da morte do general. 
 
O pedido para a realização de um ato solene em memória de Pinochet foi feito pelo deputado estadual Frederico d'Avila (PSL) e estava marcado para às 18h. No site da Alesp, o evento já está marcado como "cancelado". Pelo Twitter, Macris disse que o ato que desautoriza a homenagem será publicado no Diário Oficial do Estado na sexta-feira.  
 
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Também pelo microblog, d'Avila exaltou o ditador e disse que Pinochet  "conduziu seu governo de forma brilhante, impedindo que o cenário ditatorial e violador de direitos humanos Cubano e Soviético da época se instalasse no meio da sociedade chilena". E depois completou: " A visão comunista desses fatos nunca entenderá o bem que ele fez àquele país e à América Latina. Acabou a era de exaltar terroristas como se heróis fossem. Pinochet, em 17 anos do seu governo, transformou o Chile na economia mais pujante da América Latina", escreveu. 
 
 
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D'Avila nasceu em São Paulo e foi assessor especial do governo do estado entre 2011 e 2013, durante o mandato de Geraldo Alckmin (PSDB). É produtor rural, conselheiro e diretor da Sociedade Rural Brasileira e vice-presidente da Aprosoja/Nacional. Ele foi eleito deputado em 2018. 

Ditadura no Chile 

 
Pinochet governou o Chile por 16 anos, entre 1974 e 1990. A estimativa é que tenham sido mais de 3,2 mil mortos durante a ditadura e mais de 38 mil torturados. Entre eles, a ex-presidente e atual comissária dos Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet. O ditador morreu em 2006. 

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