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Correio Braziliense

Bia Kicis, do PSL, considera liberdade de Lula como uma falha do sistema

A deputada foi a convidada do programa CB.Poder desta quarta-feira (4/12)


postado em 04/12/2019 15:37 / atualizado em 04/12/2019 15:42

(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) afirmou que considera a prisão após condenação em segunda instância um dos temas mais importantes para o país. A congressista foi a convidada do programa CB.Poder — uma parceria do Correio com a TV Brasília — desta quarta feira (4/12). "O deputado Fábio Trad (PSD-MS) será o relator e nós conversamos. Eu estava um pouco preocupada porque ele era muito ligada à OAB, e muitos advogados lá não querem nem saber disso. Ele me contou que nesse caso ele não está com a Ordem e que ele já se posicionou sobre isso. Fiquei um pouco mais tranquila", disse a deputada. 

"Nós seremos muito presentes para que essa PEC seja o aprovada quanto antes. O relator, inclusive, se comprometeu a dar um tratamento célere para apresentar os relatórios já na décima primeira sessão." Kicis tem a expectativa de que a PEC da prisão em segunda instância seja aprovada entre abril e maio de 2020. "O Congresso tem a obrigação de ouvir a população e votar aquilo que ela quer. Não é favor, o que estamos fazendo, é nossa obrigação."

A deputada afirma que vê a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma falha do sistema e que ela lamenta profundamente. Porém, ela enfatiza que a aprovação da prisão em segunda instância não pode ser feita por causa do petista. "As pessoas esquecem que junto de vários corruptos estão saindo traficantes, estupradores, homicidas, latrocidas e pedófilos. Isso é o que me preocupa, eu lamento muito mais por todos os outros criminosos, violentos e perigosos, que botam as nossas vidas e a nossa segurança em risco, sendo soltos", declara Kicis.

Recentemente a deputada Bia Kicis foi suspensa durante seis meses do PSL. A decisão foi tomada pelo diretório nacional da legenda por recomendação da Executiva. Ela e mais 13 deputados estão com as atividades partidárias interrompidas por votação unânime. "Não faz o menor sentido porque eu, por exemplo, nunca ataquei o partido. Nós pedimos a transparência para as contas do PSL, mas nunca tratamos o partido como se fosse algo ruim. Nós estamos sendo punidos porque permanecemos leais ao presidente Bolsonaro."

Visando reverter a situação, a deputada disse que vai conversar com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. "Isso foi um processo em que as penas não guardam nenhuma proporção com os fatos. Confesso que nunca vi um processo construído dessa forma, queremos que ele examine se houve algum tipo de arbitrariedade", afirma a deputada.

Confira a entrevista na íntegra



* Estagiário sob a supervisão de Roberto Fonseca

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