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Correio Braziliense

Bolsonaro abre diálogo por socorro fiscal ao Rio de Janeiro

O presidente admitiu conversa com prefeitos e governadores sobre a liberação de recursos


postado em 11/12/2019 17:10

Ao comentar sobre a situação fiscal no país, Bolsonaro enfatizou a importância da aprovação da reforma previdenciária(foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
Ao comentar sobre a situação fiscal no país, Bolsonaro enfatizou a importância da aprovação da reforma previdenciária (foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
O presidente Jair Bolsonaro admitiu que conversa com prefeitos e governadores sobre a liberação de recursos para que os chefes estaduais e municipais possam honrar compromissos com suas folhas de pagamento. Na saída do Palácio da Alvorada nesta quarta-feira (11/12), afirmou ter conversado na terça-feira (10/12) com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos). 

A expectativa dos gestores é convencer o governo a liberar, de forma antecipada, os recursos referentes ao chamado bônus de assinatura pelo megaleilão do pré-sal, realizado no início de novembro. Bolsonaro disse, no entanto, que os gestores também tentam viabilizar o acesso a recursos junto à União em outras frentes. “Ele (Crivella) está com a corda no pescoço, assim como um montão de prefeito, governadores. Ele tá buscando recursos para pagar o 13º (dos servidores municipais)”, explicou. 

O presidente demonstrou sensibilidade em relação à situação fiscal do município e disse cogita atender o pedido. “Se for possível e legal da nossa parte, vamos atendê-lo”, destacou. O mesmo vale para o Rio Grande do Sul. “Tem várias coisas aí, ele (Crivella) foi atrás de ministérios, Caixa Econômica, tá correndo atrás aí. O Leite passou por mim rapidamente (ontem), me deu um abraço, tirou uma foto, etc, e foi à luta. É igual o pessoal que está aqui, os citricultores”, comentou, em referência a demandas apresentadas por pequenos agricultores.

Ao comentar sobre a situação fiscal no país, Bolsonaro enfatizou a importância da aprovação da reforma previdenciária. “Olha o sufoco que está o Brasil. Se não faz a reforma da Previdência, o Brasil quebra. Alguns reclamam, mas nós estamos buscando solução. Só a taxa de juros, e espero que caia ainda mais, só o que caiu até agora é o equivalente a menos R$ 97 bilhões para pagar no ano que vem”, comemorou.

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