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Correio Braziliense

Vereador do PSol homenageia Kim Jong-Un e desagrada membros do partido

Homenagem ocorreu por meio de moção apresentada na Câmara Municipal do Rio pelo vereador Leonel Brizola Neto


postado em 12/12/2019 16:31 / atualizado em 12/12/2019 16:50

(foto: Brendan Smialowski/AFP)
(foto: Brendan Smialowski/AFP)
O vereador Leonel Brizola Neto (PSol-RJ) homenageou, por meio de uma moção pública, o ditador norte-coreano Kim Jong-un. A iniciativa causou polêmica e desagradou até mesmo integrantes do partido de Brizola Neto, que se manifestaram por meio das redes sociais nesta quinta-feira (12/12), após o fato repercutir de tal forma que a legenda se tornou um dos termos mais comentados no Twitter.

O texto foi apresentado pelo neto do ex-governador do Rio no mês passado, mas causou polêmica agora após a publicação de uma reportagem sobre o tema pelo jornal O Globo. Na moção, apresentada à mesa da Câmara Municipal, Brizola Neto justifica a homenagem "por todo esforço de seu povo e de seu Máximo Dirigente, Excelentíssimo Senhor Kim Jong-un, na luta pela reunificação da Coreia e a necessária busca da paz mundial".

Com a repercussão figuras importantes do PSol criticaram a iniciativa do vereador fluminense. "Nós do PSOL nunca defendemos o regime ditatorial da Coreia do Norte e a moção do vererador Brizola Neto não representa a opinião do nosso partido. Defendemos o socialismo e a liberdade e nenhum dos dois existe no país de Kim Jong-Un!", tuitou a deputada federal Fernanda Melchionna (RS).




O mesmo fez a fundadora do PSol e deputada estadual Luciana Genro (RS). "Discordo frontalmente da homenagem feita por Brizola Neto ao ditador da Coreia do Norte. Não representa a maioria do PSOL. Só uma esquerda fora da realidade apoia esse regime. Ali não tem nada de comunismo nos termos pensados por Marx. Nossa luta é por socialismo e liberdade!"

 

 

Testes nucleares

Após ser apontado como uma das maiores ameaças à paz no planeta, devido aos sucessivos testes com bombas atômicas, Kim Jong-Un aproximou-se do governo dos Estados Unidos, chegando a realizar um encontro histórico com o presidente Donald Trump, em junho do ano passado. Dias depois, o americano se tornou o primeiro presidente dos EUA a pisar em solo norte-coreano.

Na época, assumiu o compromisso de abandonar o desenvolvimento de armas nucleares. Em agosto passado, no entanto, um novo teste atômico fez com que Trump manifestasse insatisfação com Kim, deixando a relação novamente estremecida.

A escalada de alfinetadas levou Trump a tuitar, este mês, que "Kim Jong-un é esperto demais e tem muito a perder... se agir de forma hostil", referindo-se à resistência da Coreia do Norte em realmente se desnuclearizar. A Coreia do Norte reagiu chamando Trump de "velho errático e desatento".

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