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Correio Braziliense

Nova líder do PSL na Câmara, Joice tira bolsonaristas da CPI das fake news

Integravam a CPMI das Fake News pelo PSL o deputado Filipe Barros (PR), Carla Zambelli (SP) e Eduardo Bolsonaro. A deputada Bia Kicis foi ainda expulsada da legenda


postado em 12/12/2019 18:27 / atualizado em 12/12/2019 19:10

(foto: Lula Marques)
(foto: Lula Marques)
O PSL subiu o tom com os deputados dissidentes. Enquanto o grupo bolsonarista, composto por 18 parlamentares, 14 deles suspensos por um processo administrativo da própria legenda, tentam na Justiça reverter a situação e recuperar as prerrogativas partidárias, as lideranças da sigla, expulsaram a deputada Bia Kicis (DF) da legenda e botaram o ex-líder do partido na Câmara, Delegado Waldir (GO) e Nereu Crispim (RS) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News.

Como suplentes da CPMI ficaram Julian Lemos (PSL-PB) e Professora Dayane Pimentel (PSL-BA). A nova líder do partido na Câmara, Joice Hasselmann (SP) foi que promoveu as trocas na comissão. Os suspensos deverão deixar, também, as comissões permanentes, mas ainda não houve movimentação nesse sentido.

Destituído da liderança quando o filho do presidente da República, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) tomou o controle da legenda na Câmara, Delegado Waldir minimizou a situação. “As mudanças nas comissões são extremamente normais. Nosso grupo, que é um grupo mais racional, apoia o combate à corrupção, é contra o uso de notícias falsas. Somos favoráveis à CPI da lava-toga, das fake news, à investigação de laranjas e de Flávio Bolsonaro. Essa é a razão da mudança nessa comissão”, argumentou.

Ele também comentou a decisão judicial que suspende a punição ao grupo de dissidentes do partido. “Em relação às decisões judiciais, pensamos que é algo da democracia. Mas a gente fica preocupado. Pode ter o risco de uma interferência de um poder no outro. A decisão da suspensão é referendada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Fica claro ainda tem pessoas querendo o controle da liderança. É porque ele traz benefícios. São pessoas com interesse em montar outro partido, mas que insistem na permanência do PSL”, criticou Delegado Waldir. 

Integravam a CPMI das Fake News pelo PSL o deputado Filipe Barros (PR), Carla Zambelli (SP) e Eduardo Bolsonaro. Todos eles suspensos pelo partido e, agora, com decisão judicial contrária a punição. O grupo chegou a ser apelidado de tropa de choque do presidente na comissão.

Sobre a expulsão de Bia Kicis, a deputada falou brevemente com o Correio ao telefone. Disse que não foi notificada e que está procurando um advogado. Eleita pelo PRP, que se fundiu ao Patriota, ela era a única entre os parlamentares que não perderia o cargo com a saída do PSL. 

Da ala fiel à legenda, o deputado Júnior Bozzella (SP), que se tornou um porta voz do PSL durante a crise, disse, sobre as comissões, que exceto os efeitos da suspensão dos parlamentares e a troca de nomes na CPMI das Fake News, não há mais mudanças programadas. 


Sobre a saída de Bia Kicis, ele afirmou que era o que a parlamentar queria. “Ela tinha que estar tranquila. Eles não estão fazendo campanha pro outro partido? Ela não queria mais o PSL e nós a tiramos. Mas, eles (Bia e os outros dissidentes bolsonaristas) já estavam fora. Tinha que agradecer. Eles estão criando o Aliança e reclamando?”, questionou. No aplicativo da Câmara dos deputados, o nome de Bia Kicis ainda aparece como parlamentar do partido.

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