Publicidade

Correio Braziliense

Intimação de atos processuais pode ser feita via WhatsApp, decide Justiça

A Portaria esclarece ainda que ''o silêncio do interessado será interpretado como recusa à utilização de aplicativos de mensagens instantâneas''


postado em 13/12/2019 10:47 / atualizado em 13/12/2019 10:57

(foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)
(foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)
O Ministério da Justiça editou Portaria, publicada no Diário Oficial da União, desta sexta-feira (13/12), para instituir e regulamentar o uso de aplicativos de mensagens instantâneas ou recursos tecnológicos similares para intimação de atos processuais, no âmbito da Corregedoria-Geral do Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

Segundo o texto da Portaria, as intimações de processos que tramitam no âmbito da Corregedoria-Geral do Ministério da Justiça, poderão ser efetuadas por meio de aplicativos de mensagens instantâneas ou recursos similares às partes e seus respectivos advogados e às testemunhas arroladas nos autos, desde que requerido na forma da legislação de regência. 

O recebimento de intimações por aplicativos dependerá de anuência expressa da parte interessada. Quem aderir ao sistema pode, a qualquer tempo, solicitar o seu desligamento do sistema de comunicações processuais por aplicativos de mensagens instantâneas. 

A Portaria esclarece ainda que "o silêncio do interessado será interpretado como recusa à utilização de aplicativos de mensagens instantâneas ou recursos tecnológicos similares para fins de intimação". Com a recusa, deverão ser utilizados os meios convencionais de comunicação dos atos processuais. 

É vedada a utilização dos aplicativos nas hipóteses de citação e previsão normativa que obrigue a intimação pessoal. A Portaria diz ainda que o envio das intimações por aplicativos deverá ser realizado no horário de funcionamento do ministério, ressalvada a comunicação de medidas urgentes.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade