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Correio Braziliense

Reconhecimento do Brasil como país membro da OCDE pode ficar para 2022

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, reconhece que é um processo que leva, em média, em torno de três anos


postado em 16/01/2020 15:37

É certo que o governo terá um candidato à reeleição para se beneficiar até 2026 dos ganhos com a inserção do país à OCDE(foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
É certo que o governo terá um candidato à reeleição para se beneficiar até 2026 dos ganhos com a inserção do país à OCDE (foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
O governo está fazendo o possível para inserir o Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas admite que o processo não será rápido. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, reconhece que é um processo que leva, em média, em torno de três anos. Ou seja, levando em consideração que a gestão Bolsonaro começou os trâmites em 2019, é possível que o Brasil entre para o grupo dos países mais ricos do mundo somente em 2022, mas os impactos e benefícios disso para o país podem ficar para a partir de 2023.

É certo, que o governo terá um candidato à reeleição para se beneficiar até 2026 dos ganhos com a inserção do país à OCDE. Lorenzoni, porém, acredita que o presidente Jair Bolsonaro será reeleito e poderá se aproveitar dos frutos. “Esse é o primeiro governo do Bolsonaro, e vai ter o segundo governo do Bolsonaro. Não tenho nenhuma dúvida disso, e a população brasileira também, não”, sustentou. 

Por isso, o governo adota todos os esforços para acelerar o processo, como a criação de uma secretaria voltada para construir a ponte entre o Brasil e os países membros da OCDE. Lorenzoni acredita que o Brasil só tem a ganhar economicamente com a medida. “É positivo para a vida do cidadão, porque, por exemplo, uma das exigências dos países membros é a digitalização da administração pública. Hoje, no Brasil, quando nós constituímos o governo, o cidadão, por um celular, acessava 100 serviços o que o governo presta. Hoje, ele acessa a mais de 500 serviços”, ponderou. 

O governo, reforça Lorenzoni, trabalha de maneira muito intensa para simplificar essa relação. “E dar transparência a ela e o que é mais importante, simplificar a vida do cidadão, que é o importante para que ele possa produzir bem, melhor, e o Brasil possa ter melhores condições de vida”, frisou. Ele ressalta que o Brasil deve registrar um crescimento superior a 1% em 2019 e projeta uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) acima de 2,5% em 2020. A entrada do Brasil na OCDE, por sua vez, poderia gerar um círculo virtuoso.

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