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''No Japão, ia morrer de fome'', diz Bolsonaro sobre jornalista com ascendência asiática

Presidente se referiu à jornalista Thaís Oyama, que lançará em breve um livro sobre os bastidores do primeiro ano do governo

Correio Braziliense
Correio Braziliense
postado em 16/01/2020 20:10
Bolsonaro apresentou a live ao lado do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e do secretário de Cultura, Roberto AlvimO presidente Jair Bolsonaro dedicou parte de sua transmissão ao vivo desta quinta-feira (16/1) para rebater informações contidas no livro Tormenta, da jornalista Thaís Oyama, que será lançado em breve pela editora Cia das Letras.

Trechos do livro têm sido antecipados por alguns veículos de comunicação. Em um deles, Oyama afirma que Bolsonaro pensou em demitir o ministro da Justiça, Sergio Moro, mas acabou dissuadido da ideia pelo ministro-chefe do Gabinete da Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno.

O presidente teria ficado insatisfeito com Moro após o ex-juiz criticar a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que paralisou temporariamente investigações contra o senador Flávio Bolsonaro. Após a divulgação desse trecho do livro, Heleno negou que o episódio tenha ocorrido.

Na transmissão ao vivo desta quinta (veja íntegra abaixo), Bolsonaro disse que as fake news contra seu governo continuam e que os jornalistas passaram a inventar fatos e não apenas distorcê-los.

Ele então, leu a chamada de uma matéria publicada no site do jornal O Globo que, claramente, continha um erro no título. "Vejam essa notícia aqui. Parabéns ao Globo online. ;Ministro Augusto Heleno convenceu Moro a não demitir Sergio Moro;", disse Bolsonaro, caindo na gargalhada em seguida.

O presidente disse, então, que a matéria repercutia o livro de Thaís Oyama, e criticou o conteúdo do livro. "Essa jornalista... No Japão ia morrer de fome", falou, em clara referência ao sobrenome e à ascendência asiática da jornalista.

Em seguida, Bolsonaro negou que tenha pensado em demitir Moro e disse que a jornalista tenta adivinhar até o que ele pensa. "O que é isso? Chico Xavier?", indagou.


No Twitter

O presidente já tinha zombado do erro na matéria de O Globo na terça-feira, quando escreveu no Twitter, ao compartilhar o título com o equívoco: "Essa imprensa é uma vergonha. Lê meus pensamentos e ministros se convencem a não demitirem a si próprios. KKKKKKKK".

Pouco tempo depois, o site de O Globo corrigiu o título, que passou a ser: "Ministro Augusto Heleno convenceu Bolsonaro a não demitir Sergio Moro".




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