Publicidade

Correio Braziliense

Bolsonaro vai à Índia em busca de oportunidades comerciais para o Brasil

Será a terceira reunião entre os líderes dos dois países, que mantiveram encontros na Cúpula do G20 em junho de 2019 em Osaka e na 11ª Cúpula do Brics em Brasília, em novembro


postado em 20/01/2020 06:00

(foto: Alan Santos/PR)
(foto: Alan Santos/PR)
O presidente Jair Bolsonaro vai assinar até 12 acordos nas áreas comércio, tecnologia e ciências em viagem à Índia. O presidente deverá embarcar para Nova Déli na quinta-feira. O retorno ao Brasil está previsto para o dia 27. Será a terceira reunião entre os líderes dos dois países, que mantiveram encontros na Cúpula do G20 em junho de 2019 em Osaka e na 11ª Cúpula do Brics em Brasília, em novembro. A viagem é vista como frutífera para o país.


O embaixador Reinaldo José de Almeida Salgado, secretário de Negociações Bilaterais na Ásia, Pacífico e Rússia, afirmou que a visita se insere num contexto amplo de reformas e de abertura da economia brasileira com o objetivo de tornar o Brasil mais atrativo a investimentos estrangeiros. O comércio de U$ 7 bilhões com o país deverá ser ainda mais explorado. “Estamos indo com grande delegação, teremos um seminário empresarial em que o presidente falará sobre o novo ambiente de negócios no Brasil e depois abordará temas específicos como energia, especialmente energias renováveis, bioenergia, teremos a assinatura entre 10 e 12 acordos.” Assim como o Brasil, a Índia faz parte do Brics, bloco de países emergentes, formado em 2006, integrado também por Rússia, China e África do Sul.

Negociação

  foco não ficará apenas na relação do Brics, mas em aprofundar as relações comerciais Brasil-Índia. Entre os possíveis acordos que estão em fase final de negociação, e espera-se que sejam assinados, estão: segurança cibernética; facilitação de investimentos em conjunto com acordo de previdência social (permite às empresas recolher uma única vez o INSS e aos empregados expatriados contabilizar o período de trabalho para a aposentadoria); fim da dupla tributação; bioenergia, ciência e tecnologia, cooperação de saúde e medicinas não tradicionais.

A comitiva presidencial ainda está em fase final de composição, mas já constam os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; da Agricultura, Tereza Cristina; de Minas e Energia, Bento Albuquerque; de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes; do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; e o da Cidadania, Osmar Terra. É provável que o ministro da Economia, Paulo Guedes, se junte à comitiva após sair de Davos, onde participará do Fórum Econômico Mundial, mas ainda não há confirmação oficial (leia mais na página 7).

Bolsonaro aceitou um convite como convidado de honra para participar das comemorações pelo dia da República na Índia, no dia 26. Anualmente, apenas um chefe de Estado é convidado a participar do ato. O presidente da comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad, avalia que a viagem será proveitosa. “Estamos vendo com muito otimismo porque Bolsonaro pretende estabelecer mais de uma dezena de relações comerciais que serão frutíferas para o Brasil. A Índia tem se destacado e não há um modo melhor do que se inserir nesse processo. Será com foco na relação bilateral, a solidificação maior deve ocorrer na parte do setor do agronegócio de grãos, como milho e soja. Não podemos deixar de mostrar o Brasil para quem quer investir”, destacou.

 

 “Merdocracia”, diz juiz em sentença

O juiz do trabalho Jerônimo Azambuja Franco Neto chamou o atual momento do Brasil de “merdocracia neoliberal neofascista” ao proferir sentença de um processo trabalhista, publicada na quinta-feira passada. “A merdocracia neoliberal neofascista está aí para quem quiser ou puder ver”, escreveu o juiz substituto da 18ª Vara do Trabalho de São Paulo, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Azambuja condenou um restaurante a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais e a demonstrar o pagamento do piso salarial, seguro de vida e de acidentes e assistência funerária aos funcionários. Na sentença, o magistrado faz críticas a ministros do governo Bolsonaro, como Abraham Weintraub, da Educação; Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública; Paulo Guedes, da Economia; e Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, além do próprio presidente Jair Bolsonaro.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade