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Correio Braziliense

''Em time que está ganhando, não se mexe'', diz Mourão sobre Moro

O presidente em exercício afirmou ser contra a divisão dos ministérios da Justiça e da Segurança Pública


postado em 24/01/2020 15:50

(foto: Alan Santos/Presidência)
(foto: Alan Santos/Presidência)
O presidente em exercício, Hamilton Mourão (PRTB) afirmou ser contra a divisão dos ministérios da Justiça e da Segurança Pública. Na tarde desta sexta-feira (24), na saída do Palácio do Planalto ele disse que “em time que está ganhando não se mexe”.

Questionado sobre o assunto ele respondeu que chegou a conversar com o presidente Jair Bolsonaro a respeito do assunto: “Algumas vezes nós já trocamos ideias a esse respeito. Ele apenas me perguntou e eu respondi a ele que eu considerava que do jeito que está, está bom”.

E prosseguiu: “Se o presidente perguntar minha opinião, e aliás já conversamos, ele sabe que eu considero que a situação atual que estamos vivendo é um time que está vencendo. Usando aquele velho chavão, time que está ganhando a gente não mexe. E o presidente já deixou claro que não está havendo essa situação no momento. Isso foi talvez fruto daquela reunião com os secretários de segurança pública, que trouxeram essa proposta para ele. Ele acabou comentando isso quando chegou no Alvorada, na quinta-feira de manhã. E aí durante a viagem ele deve ter pensando e mudado de opinião”, declarou Mourão.

O general recebeu nesta manhã no Palácio do Planalto o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O encontro durou cerca de 30 minutos e não constava na agenda oficial de ambos. Sobre o encontro, o general afirmou que falou com o ex-juiz sobre a criação da Força Nacional Ambiental contra o desmatamento e negou que tenha tocado no assunto da hipótese de separação ministerial entre Segurança e Justiça.

A reunião ocorreu em meio a atritos entre o ministro e o presidente Jair Bolsonaro, que cogitou, a pedido de secretários de segurança, recriar o Ministério da Segurança Pública. Atualmente, a área está vinculada à Justiça e é comandada por Moro. Caso ocorresse a divisão, Moro sofreria redução de poder com o ministério esvaziado.

“É aquela história, política é política. Tudo é discutido, as coisas são tratadas dessa forma. Existem prós e contra a toda linha de ação, a toda decisão que precisa ser tomada. Acho que isso é um fato normal, não é questão de enfraquecer ou não o governo”, apontou.

Mourão disse ainda que Moro “é uma pessoa muito tranquila, um homem acostumado a sofrer a pressão. Isso aí não abala ele. ”, concluiu.

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