Politica

Eduardo Bolsonaro defende aumento da concorrência no mercado de armas

Deputado e filho do presidente diz que vai se dedicar no Congresso, quando retornar do recesso, a projetos para ampliar o acesso, pois, hoje, esse mercado é ''elitista''

Rosana Hessel - Enviada Especial
postado em 26/01/2020 10:14
Eduardo Bolsonaro sobre o comércio de armas: ''Eu não quero falir  Taurus. É só abrir o mercado brasileiro''Nova Delhi -- Assim que acabar o recesso parlamentar, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) vai começar a se dedicar mais a projetos para abrir o mercado de armas brasileiro, defendendo a redução dos preços para a compra de armas no país.

"Eu não quero falir a Taurus. É só abrir o mercado brasileiro;, disse o filho do presidente a jornalistas, neste domingo (26/1) após participar com o pai do desfile de comemoração do Dia da República da Índia, no segundo dia da visita de Estado do mandatário brasileiro ao país asiático. ;Isso vai permitir que as pessoas tenham mais acesso às armas, porque hoje esse mercado é elitista;, emendou.

Eduardo acompanha o pai e contou que tem conversado com vários fabricantes e dois deles, a alemã Sig Sauer e a italiana Beretta, vêm demonstrando interesse em montar uma fábrica no Brasil. Ele lembrou que outras empresas tentaram, mas desistiram devido à burocracia para conseguirem se instalar no país ser muito complicada, como a autorização do Exército e a exigência de conteúdo nacional.

Como deputado, Eduardo disse que vai trabalhar no Congresso para que a concorrência ajude a melhorar a qualidade das armas no país. O empenho dele também será para que os custos para quem for comprar uma arma e das balas vendidas no país melhorem. Ele citou como exemplo os Estados Unidos, onde a polícia proíbe a compra de arma da fabricante brasileira e, em geral, uma bala custa US$ 0,20 enquanto, no Brasil, o preço ;é cinco vezes mais;.

Em relação aos críticos ao posse de armas, o filho do presidente não poupou críticas ao decreto do desarmamento defendeu que os dados recentes na queda na mortalidade têm a ver mais com o fato de o presidente ter ampliado o posse de armas no país no ano passado. ;A mudança com decreto é mudança impactante. Houve redução de 22% (nas mortes violentas), a quem creditar? Tem o aspecto estadual sim, mas também o federal;, afirmou. ;Experimentamos uma política que deu errado (a do desarmamento). E estamos mudando;, completou.

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