Politica

Bolsonaro discute ações contra coronavírus e enchentes no Sudeste

Presidente se prontificou a conversar com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre o risco de uma epidemia

Correio Braziliense
postado em 28/01/2020 11:49
Bolsonaro irá conversar durante o almoço com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e o vice-presidente Hamilton Mourão, a respeito de ações para atender brasileiros desalojados e desabrigados em decorrência das fortes chuvasO presidente Jair Bolsonaro vai concentrar as articulações desta terça-feira (28/1) para discutir o surto do coronavírus e as enchentes que assolam o Sudeste brasileiro, sobretudo Minas Gerais e Rio de Janeiro. Pela manhã, ele se prontificou a conversar com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre o risco de uma epidemia. No almoço, ele vai conversar com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e o vice-presidente Hamilton Mourão, a respeito de ações para atender brasileiros desalojados e desabrigados em decorrência das fortes chuvas. 

Em Minas Gerais, uma jovem de 22 anos é monitorada sob suspeita de ter contraído o coronavírus. Ela viajou à China e apresenta sintomas que podem ser enquadrados como os da epidemia, que, provocou 106 mortes no país asiático e deixou mais de 4,5 mil pessoas infectadas. Do total de óbitos, 100 foram registrados na província de Hubei, onde está localizada a cidade de Wuhan, epicentro da contaminação. Pelo menos 14 países em quatro continentes confirmaram casos contraídos da doença. 

O presidente acompanha de perto as determinações e orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e, por isso, disse, nesta terça, que não tem planejamentos para evacuar brasileiros em Wuhan. “Pelo que parece, tem uma família na região lá onde o vírus está atuando. Não seria oportuno retirar de lá, com todo o respeito. É o contrário. Agora, não vamos colocar em risco nós aqui por uma família apenas, tá certo”, destacou.

Sem querer criar um desconforto com o governo chinês, Bolsonaro manifestou o desejo por informações transparentes do governo chinês. “A gente espera que os dados da China sejam reais, só isso de pessoas contaminadas, se bem que são bastante. Mas a gente sabe que esses países são mais fechados no tocante a informações”, ponderou. 

Recomendação

O posicionamento de Bolsonaro em não bancar a evacuação de brasileiros de Wuhan está alinhado com a recomendação da OMS. Em visita a Pequim, capital chinesa, o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Gebreyesus, recomendou a não evacuação. “Observamos que alguns países planejam organizar evacuações. A OMS não recomenda esse método”, declarou, em nota emitida pelo ministério das Relações Exteriores chinês. “Na situação atual, é preciso manter a calma, não é necessário reagir excessivamente”, acrescentou. 

Uma ampla desocupação organizada por diferentes nações coloca em risco a possibilidade de a doença se disseminar, transformando a epidemia em uma pandemia. “A questão do coronavírus, a OMS está dando no grau máximo, né, a questão da possibilidade desse vírus se espalhar pelo mundo. Já aconteceu na questão do H1N1 e em outros momentos da história. Então, temos que ficar preocupados, vou agora de manhã atrás do Mandetta para tomar pé, de fato, o que está acontecendo até o momento”, declarou Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada.

Enchentes

Questionado sobre as torrenciais chuvas no Sudeste, o presidente manifestou que vai conversar as medidas cabíveis pelo governo federal no início da tarde desta terça. “Estou em contato com o (Gustavo) Canuto (ministro do Desenvolvimento Regional). As Forças Armadas são as primeiras a serem chamadas, até pelo seu poder de mobilização. Estamos colaborando, atendendo aí os mais necessitados, devo almoçar com ministro Fernando (Azevedo, da Defesa) daqui a pouco, juntamente com o vice presidente (Hamilton Mourão) para tratar também desses assuntos”, disse.

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