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Correio Braziliense

Após ordem de Bolsonaro, Lorenzoni promove Fernando Moura

Bolsonaro demonstrou incômodo com a decisão do agora ex-secretário-executivo em ter viajado em um jato Legacy, da FAB


postado em 28/01/2020 13:55 / atualizado em 28/01/2020 14:15

O novo titular foi uma escolha de Lorenzoni, que se encontra de férias(foto: Alan Santos/PR)
O novo titular foi uma escolha de Lorenzoni, que se encontra de férias (foto: Alan Santos/PR)
O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, promoveu o secretário-executivo adjunto da pasta, Fernando Moura, ao posto de titular. A ascensão se deve à decisão do presidente Jair Bolsonaro em exonerar o então 02, Vicente Santini. O novo titular foi uma escolha de Lorenzoni, que se encontra de férias, nos Estados Unidos. O nome escolhido foi confirmado pela assessoria de comunicação da pasta. 

A demissão de Santini era anunciada. Na manhã desta terça-feira (28/1), Bolsonaro demonstrou incômodo com a decisão do agora ex-secretário-executivo em ter viajado em um jato Legacy, da Força Aérea Brasileira (FAB), na condição de ministro em exercício, para Davos, na Suíça, palco do Fórum Econômico Mundial. Depois, seguiu para Nova Délhi, quando se juntou à comitiva presidencial. 

Em conversa com a imprensa, na chegada ao Palácio da Alvorada, após viagem à Índia, Bolsonaro não negou o desconforto. Deixou claro que não admite a viagem feita por Santini. Disse que conversaria com Lorenzoni, mas sustentou que o 02 da pasta não escaparia da demissão. “A questão do avião da Força Aérea, inadmissível o que aconteceu, tá. (Santini) Já está destituído da função de executivo do Onyx. Decidido por mim. Vou conversar com o Onyx e ver quais outras medidas podem ser tomadas contra ele. É inadmissível o que aconteceu, ponto final”, declarou.

O presidente lembrou que, quando não era presidente da República, viajou para a Ásia em aviões comerciais e de classe econômica. A justificativa que chegou a seu conhecimento aponta que Santini precisou do avião da FAB em decorrência de uma reunião com ministros em Davos. “Essa desculpa não vale, tá ok?”, criticou. Para Bolsonaro, é inadmissível o gasto de recursos públicos da forma conduzida por Santini. “O que ele fez não é ilegal, mas é completamente imoral”, acusou. 


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