Publicidade

Correio Braziliense

Sem Regina Duarte, Bolsonaro recebe sertanejos e apoio da categoria

O chefe do Executivo federal recebeu muitos afagos, chegando a ser classificado como ''maior governante'' da história do país, além de um convite para a próxima edição da Festa do Peão de Barretos


postado em 29/01/2020 13:03 / atualizado em 29/01/2020 13:35

A ausência de Duarte foi notável. Na terça-feira (28/1), Bolsonaro sinalizou que ela poderia marcar presença na cerimônia(foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
A ausência de Duarte foi notável. Na terça-feira (28/1), Bolsonaro sinalizou que ela poderia marcar presença na cerimônia (foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
Sem a presença da atriz Regina Duarte, cotada para assumir a Secretaria Especial de Cultura, o presidente Jair Bolsonaro recebeu, no Palácio do Planalto, cantores sertanejos, artistas e representantes culturais para uma cerimônia de apoio da categoria ao governo. O chefe do Executivo federal recebeu muitos afagos, chegando a ser classificado como “maior governante” da história do país, recebeu um convite para a próxima edição da Festa do Peão de Barretos, e ouviu apelos para promover demandas que possam beneficiar a economia criativa no país. 

A ausência de Duarte foi notável. Na terça-feira (28/1), Bolsonaro sinalizou que ela poderia marcar presença na cerimônia. Ele mesmo admitiu a expectativa de sacramentar o “casamento” e confirmá-la como a chefe da política cultural nacional. Depois da solenidade com os sertanejos, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, disse que existe a possibilidade de uma reunião do presidente com ela, no Planalto, ainda nesta quarta (29/1). 

Mesmo sem a atriz — vista como uma pessoa com o alinhamento da direita conservadora do governo, mas com a capacidade de aproximar a categoria —, os artistas se sentiram em casa. O sertanejo Cuiabano Lima, conhecido como “A Voz de Barretos” e locutor de rodeios em todo o país, leu a carta de apoio da classe ao governo. “Os artistas sertanejos, que percorrem todos os cantos desse grandioso Brasil e vivenciam todos os dilemas e dificuldades do povo brasileiro, encontraram no governo do presidente Bolsonaro essa postura de um governante que trabalha em prol de seu povo, de seu país”, anunciou, na leitura de um trecho. 

Os sertanejos também se posicionam favoravelmente às agendas econômica e de costumes do governo. “A retomada do crescimento econômico e da geração de empregos, o combate à corrupção, o resgate de valores da sociedade, desejos de toda a população brasileira, exigia atuação corajosa e eficiente do governo federal.

O país carecia de um ambiente institucional e político estável, com políticas públicas voltadas para o bem-estar da população brasileira, num ambiente econômico saudável e sustentável”, informam, em outro trecho.

De Lima, Bolsonaro foi chamado de “maior governante” da história e recebeu o convite para retornar à Festa do Peão de Barretos, onde participou, em agosto de 2019, da 64ª edição. O presidente aceitou, deixando clara a condição de, novamente, dar duas voltas na arena montado em um cavalo. Sobrou até uma provocação ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). “Afinal de contas, eu cavalgo muito melhor que o Ronaldo Caiado, que é aqui de Goiás”, brincou.

Entre demandas e afagos

O presidente da Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape), Doreni Caramori, elogiou o governo, mas apresentou três demandas para o setor da economia criativa. Pediu a rediscussão da política da meia entrada e do monopólio do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), escritório privado responsável pela arrecadação e distribuição de direitos autorais das músicas aos seus autores. Cobrou, ainda, a regulamentação de normas para flexibilizar as contratações de trabalhadores no setor.

Em sua fala, Bolsonaro se mostrou sensível às reivindicações da categoria e, como de praxe, disse que os empregadores e produtores são os “patrões” do país, não ele. Afirmou que, não encontrando óbices jurídicas ou constitucionais, o governo apresentará decretos que possam favorecer a categoria, ou apresentará projetos de lei. Os elogios dos sertanejos foram agradecidos com mais afagos à categoria. O presidente da República lembrou que, quando criança, sempre ouvia, às 18h, um programa sertanejo. “Eu sempre fui apaixonado pela música sertaneja e, com toda a certeza, pelas tuas letras, em especial, quando sempre contava uma história, do Brasil, do ídolo, da amada, isso ia consolidando o nosso caráter. Devo muito a vocês minha formação”, declarou. 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade