Correio Braziliense
postado em 03/02/2020 17:18
Em um plenário bastante esvaziado de parlamentares e com a presença de apenas quatro ministros de Estado do governo de Jair Bolsonaro, o Congresso Nacional reabriu os trabalhos do segundo ano da 56ª Legislatura. Apenas 62 dos 513 deputados federais registraram presença na solenidade.A mensagem presidencial ao Legislativo, que foi lida pela deputada federal Soraya Santos (PL-RJ), primeira-secretária da Mesa, como é praxe quando o presidente da República não comparece ao evento.
O documento começa com uma frase que o presidente costuma dizer em praticamente todos os discursos que ele costuma fazer, agradecendo por estar vivo, depois, destacando algumas medidas realizadas em 2019, como a redução do número de ministérios de 29 para 22. “Passamos a atuar em defesa dos interesses do país, apresentando uma mensagem firme e verdadeira ao mundo, construída a partir dos pilares que sustentam a ordem econômica e social, sempre levando em consideração os anseios e ideais do nosso povo”, destacou o documento, que também destacou trechos muito parecidos com o discurso de Bolsonaro feito na Índia. “Mantivemos diálogos produtivos com diversos países e avançamos em questões fundamentais para a reinserção do Brasil no mundo, visando a prosperidade do país e do povo brasileiro. O viés ideológico deixou de existir em nossas relações com o exterior. O mundo voltou a confiar no Brasil”, informou o texto que foi lido pela deputada e consta na apresentação da mensagem de 150 páginas entregues pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ao presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).
Na carta ao Congresso, o presidente também destacou que, em 2020, o país continuará o processo de adesão à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). No texto há, inclusive, um destaque para a palavra “acessão” em vez de ascensão à organização e não há uma defesa clara do Executivo por uma reforma tributária e sim uma “simplificação” dos sistema de impostos. Também não há um posicionamento mais enfático em defesa de uma reforma administrativa, apontada por especialistas em contas públicas como fundamental para o reequilíbrio das contas públicas.
No documento, o presidente ainda destacou dados econômicos mais favoráveis, como a taxa básica de juros (Selic) no menor patamar da história, de 4,5% ao ano. Ele defendeu a privatização da Eletrobras e as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) do Plano Mais Brasil, composto pelas PECs Emergencial, do Pacto Federativo e dos Fundos Públicos. “Sabemos que a missão é árdua, mas com dedicação, responsabilidade, espírito público e com a união atingiremos nosso objetivo, que é construir um Brasil grande e mais justo para todos”, completou.
Além de Onyx, que não discursou apesar de estar na Mesa, estavam presentes na abertura, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira, e o ministro da Cidadania, Osmar Terra.
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