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Parlamentares repudiam acusações de depoente

Correio Braziliense
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postado em 13/02/2020 04:04
Maia não fez por menos: %u201CAcusações falsas, de caráter sexual, é baixaria%u201D
Um dia depois do depoimento de Hans River do Rio Nascimento, na CPMI das Fake News, no Senado, que insultou a jornalista Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S.Paulo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), repudiou, ontem, as acusações do ex-funcionário da empresa de marketing digital Yacows, uma das companhias que realizaram disparo em massa de mensagens no WhatsApp na eleição de 2018. O parlamentar lembrou que dar falso testemunho dentro de uma comissão do Congresso é crime.

O ex-funcionário da Yacows acusou a repórter de se insinuar sexualmente em troca de informação. Segundo Maia, ;dar falso testemunho numa comissão do Congresso é crime. Atacar a imprensa com acusações falsas, de caráter sexual, é baixaria com características de difamação. Falso testemunho, difamação e sexismo têm de ser punidos no rigor da lei;, postou o presidente da Câmara em seu Twitter, em referência ao depoimento de Hans.

Outros parlamentares também repudiaram a declaração falsa de Hans. O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), concordou com o presidente da Câmara, e entende que o depoente praticou um crime. ;Quem vai falar em uma CPI tem o compromisso de dizer a verdade. A atitude que deveria ser tomada pela direção da CPMI, ou por qualquer dos seus membros, era ter dado voz de prisão em flagrante ao cidadão;, cobrou.

A Folha desmentiu as acusações de Hans. ;A Folha repudia as mentiras e os insultos direcionados à jornalista Patrícia Campos Mello na chamada CPMI das Fake News. O jornal está publicando documentos que mais uma vez comprovam a correção das reportagens sobre o uso ilegal de disparos de redes sociais na campanha de 2018;, diz a nota divulgada pelo jornal.

O ex-funcionário da Yacows disse na comissão, em certo trecho, que ;ela (Patrícia) queria sair comigo, eu não dei interesse para ela. Ela parou na porta da minha casa e se insinuou para entrar na minha casa, com o propósito de pegar a matéria. Está certo? Ela se insinuou para entrar;. E prosseguiu na acusação: ;Quando eu cheguei à Folha de S.Paulo, quando ela escutou a negativa, o distrato que eu dei, e deixei claro que eu não fazia parte do meu interesse a pessoa querer um determinado tipo de matéria a troco de sexo, que não era a minha intenção... A minha intenção era ser ouvido a respeito do meu livro;.

A declaração foi repercutida pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) durante a CPMI. ;Eu fiquei aqui perplexo de ver, mas eu não duvido que a sra. Patrícia Campos Mello, jornalista da Folha, possa ter se insinuado sexualmente, como disse o sr. Hans, em troca de informações para tentar prejudicar a campanha do presidente Jair Bolsonaro;.

Arquivado pedido de cassação de Zambelli
Por 13 a 0, o Conselho de Ética da Câmara arquivou a representação do PSL contra a deputada Carla Zambelli (SP), do mesmo partido, acusada de quebra de decoro por declarações que fez contra a colega Joice Hasselmann (PSL-SP) nas redes sociais. A decisão acompanhou o parecer do relator, deputado Márcio Marinho (Republicanos-BA), contrário à abertura de processo. O caso se refere aos tuítes em que Carla defendia que o deputado Delegado Waldir (GO) fosse substituído por Eduardo Bolsonaro (SP), na liderança do PSL na Câmara. Em uma das postagens, ela chamou Joice de ;Peppa;, em referência ao desenho animado ;Peppa Pig;.

Definido relator para caso da Juíza Selma
O senador Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso, vai relatar o ofício no qual o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina a perda de mandato da senadora Juíza Selma (Podemos-MT) por caixa dois e abuso de poder econômico, nas eleições de 2018. Foi escolhido ontem, durante reunião da Mesa do Senado, conduzida pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP). A defesa da parlamentar pediu aos senadores para que a decisão sobre a cassação seja tomada só depois de examinados os recursos protocolados no TSE e no Supremo Tribunal Federal. A resposta será dada na próxima reunião da Mesa, em 3 de março.

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