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Correio Braziliense

Não resolve nada, diz Bolsonaro sobre governadores no Conselho da Amazônia

Presidente também ressaltou que o conselho não tomará decisões sem antes consultar os parlamentares


postado em 13/02/2020 10:59 / atualizado em 13/02/2020 12:03

(foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)
(foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)
O presidente Jair Bolsonaro decidiu encerrar nesta quinta-feira (13/2) a “greve de silêncio” à  imprensa. Na saída do Palácio do Alvorada, ele começou dizendo que a pauta única da entrevista seria o Amazonas, por estar acompanhado do deputado federal Átila Lins (PP-AM), e justificou o silêncio dos últimos dias.

“Não falei com vocês, se tivesse conversado com vocês nos últimos dias, estaria tudo complicado, um rebuliço, porque tudo é deturpado, inventado, lamentavelmente. Vocês sabem como é que é, né? Não é só vocês, são os editores”. Em seguida, Bolsonaro afirmou que estuda a criação do “Ministério Extraordinário da Amazônia”, que executaria ações de preservação e de desenvolvimento da região. A ideia foi apresentada a ele pelo deputado.

No entanto, o chefe do Executivo reconheceu que pode enfrentar resistência. “Teria uma reação grande. Reação porque seria mais um ministério”.

Questionado se aceitaria a proposta da criação do ministério, apontou: “Levo para estudar, não posso aceitar aqui agora. Isso envolve despesa e o impacto negativo de mais um ministério. Se bem que nós estamos perdendo um ministério agora. Quando o Banco Central passar para a independência não sei se vai perder o status de ministério ou não, porque o objetivo do Banco Central ter ministério é evitar ações de primeira instância”, avaliou.

Perguntado se o ministro da eventual pasta seria o vice-presidente Hamilton Mourão, coordenador do Conselho da Amazônia, Bolsonaro não respondeu. “Nem casei e já quer saber o sexo da criança!”, brincou. 

Bolsonaro disse ainda que a Amazônia equivale a uma Europa ocidental. “É mole resolver o problema (ambiental). 

O deputado Átila Lins apontou as atribuições que o ministério teria: “Seria o de fazer as ações integradas no Ministério Extraordinário ligados à presidência, Esse Conselho Nacional faria essa parte mais ampla mas o ministério seria o órgão executor, com uma estrutura enxuta e que ficaria ligado  à presidência. Seria um ministério para cuidar da Amazônia”, explicou.

Em seguida, o presidente perguntou para o deputado: “Pega fogo na floresta amazônica sim ou não e por quê?”.

Lins respondeu: “Essa é uma coisa episódica. Todo ano tem isso. Queimou não sei quantos meses na Austrália, ninguém falou nada. A nossa floresta é úmida, ela se recompõe facilmente. Falei ao presidente que viajei de Tabatinga, região do Coruji duas horas e meia de avião, mata densa, floresta intacta, então são pequenos setores”.

Ao que o chefe do Executivo interrompeu: “Não pega fogo floresta úmida. Ninguém fala na Austrália. Pegou fogo na Austrália inteira ninguém fala nada. Cadê o sínodo da Austrália? O papa Francisco falou ontem que a Amazônia é dele, do mundo, de todo mundo. Por coincidência estava com embaixador da Argentina. Olha, o papa é argentino, mas Deus é brasileiro”, afirmou.

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