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Correio Braziliense

''Desprezo ao povo'', diz Cristovam sobre postagem de Weintraub

No twitter, o ministro da Educação escreveu propositalmente errado depois de ser corrigido por internautas em publicação anterior


postado em 18/02/2020 11:52 / atualizado em 18/02/2020 21:41

(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
O ex-senador Cristovam Buarque (PPS/DF) usou as redes sociais para criticar postura do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que fez uma postagem com deliberados erros de português depois de ser corrigido por internautas em publicação anterior. "Mostra falta de patriotismo e desprezo ao povo que paga seu salário", disse o parlamentar, que também já atuou como chefe da pasta de Educação no governo Lula.


A estratégia usada por Weintraub foi interpretada como "despreparo, desrespeito e falta de educação cívica" por Cristovam. O parlamentar repercutiu o tema em duas postagens. "Todos, até ministro da educação, têm direito de errar ao escrever, mas ninguém, muito menos um ministro da educação tem o direito de zombar com a pureza do idioma nacional", opinou.

 

O debate começou com um tuíte postado por Weintraub, publicado na manhã de segunda-feira (17/2). "Aonde está a pompa e a liturgia do cargo? Na poltrona 16A", escreveu. A frase contém dois erros. O emprego do advérbio "aonde", indicando a relação de movimento, ao invés de "onde", com ideia de movimento. Ainda, há falta de concordância, já que o verbo "estar"deveria ter sido empregado no plural.

Após ser repetidamente corrigido por internautas, o ministro decidiu fazer novo post, escrevendo seis palavras erradas, de modo intencional. "Oje intregamos 120 ônibus iscolares a municípios de São Paulo. No ano paçado, mais de 1.300 foram entregues em todo o Brasil". O objetivo, esclarecido no mesmo tuíte, era chamar atenção para a benfeitoria. "Espero que dessa forma a notícia chegue a todos", escreveu.

 

 

 

Esta não foi a primeira vez que o ministro da Educação comete erros gramaticais pelo Twitter. Em janeiro, ao comentar um tuíte do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o ministro escreveu “imprecionante” (impressionante). Há registros anteriores da postagem de suspenção” (suspensão) e “paralização” (paralisação). 

 

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