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Correio Braziliense

Bolsonaro defende que reforma tributária trate apenas de impostos federais

Ainda não há um texto unificado sobre a reforma Tributária no Senado e na Câmara. Além disso, o governo também não enviou sua proposta final


postado em 22/02/2020 19:09

(foto: Carolina Antunes/PR)
(foto: Carolina Antunes/PR)
O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender neste sábado (22/2) que a reforma tributária trate apenas de impostos federais. Segundo ele, a recomendação foi dada ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

 

“[Sobre a reforma] tributária, tenho falado com Paulo Guedes: ‘Paulo, é muito importante. Paulo, se preocupa com os impostos federais’ que se botar estudos e municípios vai acontecer o que eu vi ao longo de 28 anos na Câmara, não se resolve, e continua esse emaranhado de leis”, justificou.

 

Ele disse ainda que a Receita Federal é um entrave: “A Receita com instruções normativas dificulta a vida de muita gente. Tem um trabalho bom? Tem, evita fraude e sonegação”.

 

No último dia 20, Bolsonaro afirmou que estava ‘feliz’ por haver “tantos economistas” na comissão mista composta para discutir a reforma Tributária. 

 

“Fizeram uma comissão mista com 60 parlamentares. Eu fico muito feliz que é sinal que existe na Câmara e no Senado excelentes economistas. Espero que esse ano a gente conclua essa reforma. 28 anos na Câmara e não se chegou a lugar nenhum”, apontou.

 

Ainda não há um texto unificado sobre a reforma Tributária no Senado e na Câmara. Além disso, o governo também não enviou sua proposta final. 

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, no mesmo dia, que o Congresso já preparou o ‘campo’ para a reforma. “O estádio já está cheio, as luzes estão acesas e só falta entrar em campo a reforma Tributária. Inclusive, fizeram uma comissão mista para exatamente não ter uma PEC aqui, uma PEC ali e mais uma terceira nossa. Nós vamos trabalhar juntos e vamos construir isso. O Brasil segue com a reformas, esse ano vai ser um ano bom”, concluiu.

 

Bolsonaro desembarcou na sexta-feira (21/2) na base militar do Forte dos Andradas em São Paulo, para passar o feriado de Carnaval. O local já é frequentado por ele para períodos de descanso. A expectativa é de que ele retorne na quinta-feira (27/2) . Desacompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o presidente viajou acompanhado da filha de 9 anos, Laura e do deputado Hélio Lopes (PSL-RJ). Se juntam a ele ainda o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), que também levará a mulher e as duas filhas e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. 

 

Privatizações

 

O presidente voltou a defender neste sábado (22/2) a privatização dos Correios. "A ideia nossa é privatizar os Correios, a gente sabe que não é fácil fazer as privatizações, muitas passam pelo Parlamento, [com] a nova decisão do Supremo Tribunal Federal. Nós queremos é desinchar o Estado. Eu quero deixar o meu governo no futuro com o Estado mais leve e quem por ventura for assumir e tiver uma ideia diferente não ter um montão de estatal para ele botar gente lá dentro. Tem estatais e bancos oficiais que são estratégicos, a gente não está pensando em privatizar mas temos que ajudar o Brasil. Essa que é a ideia ", disse.

 

Bolsonaro embarcou na tarde de sexta-feira (21/2) para passar o feriado de Carnaval na base militar do Forte dos Andradas em São Paulo, local já frequentado por ele para períodos de descanso. A expectativa é de que ele retorne na terça-feira (26/2). Desacompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o presidente viajou acompanhado da filha de 9 anos, Laura e do deputado Hélio Lopes (PSL-RJ). A previsão é de que se juntem a ele ainda o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, que também levará a mulher e as duas filhas e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.  

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