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Correio Braziliense

Maia diz que ''criar tensão institucional não ajuda o país''

Presidente da Câmara se manifestou em resposta ao compartilhamento de Bolsonaro sobre ato contra o Congresso via WhatsApp


postado em 26/02/2020 13:39

(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil )
(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil )
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se pronunciou em sua conta da rede social Twitter sobre o vídeo compartilhado via WhatsApp pelo presidente da República Jair Bolsonaro sobre ato contra o Congresso Nacional, marcado para o dia 15 de março. Em texto, Maia diz que "criar tensão institucional não ajuda o país a evoluir". 

"Somos nós, autoridades, que temos de dar o exemplo de respeito às instituições e à ordem constitucional. O Brasil precisa de paz e responsabilidade para progredir. Só a democracia é capaz de absorver sem violência as diferenças da sociedade e unir a Nação pelo diálogo. Acima de tudo e de todos está o respeito às instituições democráticas", afirmou Maia. 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ainda não se pronunciou.

Parlamentares e partidos já falaram sobre vídeo publicado pelo presidente. O deputado federal Alexandre Frota, ex-aliado do presidente, publicou em seu Twitter uma mensagem dizendo que o presidenta está tentando acabar com a democracia e que não aceitará um novo AI-5 (Ato Institucional Número Cinco, de 1968, que concedeu ao presidente poderes como o de fechar o Congresso Nacional e é considerado o mais duro decreto da Ditadura Militar no Brasil). Em sua foto de capa da rede social, há um pedido de impeachment de Bolsonaro.

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) publicou uma nota repudiando a participação do presidente na convocação de manifestações contra o Congresso, ao que o partido chamou de "caráter golpista que pedem o fechamento do Congresso Nacional". O secretário-geral da CNBB,  Dom Joel Portella Amado, também comentou a convocação para manifestações do presidente. “Se queremos defender a vida, precisamos defender o diálogo e a democracia. Ainda que haja inúmeros caminhos para isso, não podemos abrir mão do equilíbrio sadio entre os três poderes”, disse.


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