Politica

TSE rebate fala de Bolsonaro e diz que nunca houve fraude eleitoral

Corte afirmou que sistema eletrônico de votação é reconhecido em todo o mundo e que investigará qualquer evidência de irregularidade

Renato Souza
postado em 10/03/2020 15:03

Bolsonaro votando na urna nas eleições de 2018Em nota publicada nesta terça-feira (10/3), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rebate as acusações do presidente Jair Bolsonaro sobre fraude nas eleições. A Corte afirmou que ao "longo de mais de 20 anos", da utilização do sistema eleitoral, não "foi constatado sequer uma fraude".

A nota foi redigida de forma conjunta pelos ministros que integram a Corte. No texto, o Tribunal destaca que "reafirma a absoluta confiabilidade e segurança do sistema eletrônico de votação". Ainda de acordo com o Tribunal, qualquer prova que indique falhas no sistema de votação será alvo de investigação.

"Naturalmente, existindo qualquer elemento de prova que sugira algo irregular, o TSE agirá com presteza e transparência para investigar o fato. Mas cabe reiterar: o sistema brasileiro de votação e apuração é reconhecido internacionalmente por sua eficiência e confiabilidade", diz um trecho do texto.

O TSE ainda ressaltou que atua para repelir qualquer tipo de erro nas eleições. "Eleições sem fraudes foram uma conquista da democracia no Brasil e o TSE garantirá que continue a ser assim", completa o texto.

Vitória no primeiro turno

Jair Bolsonaro foi eleito em segundo turno, após disputar as eleições com o então candidato Fernando Haddad (PT). O vencedor obteve 57 milhões de votos, e Haddad, 47 milhões. Na segunda-feira (9/3), em viagem aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que ganhou as eleições em primeiro turno, e que tem provas de fraudes no sistema de votação.

;Eu acredito pelas provas que tenho nas minhas mãos, que vou mostrar brevemente. Eu fui eleito em primeiro turno, mas no meu entender houve fraude. Nós temos não apenas uma palavra; Nós temos comprovado, brevemente eu quero mostrar, porque nós precisamos aprovar no Brasil um sistema seguro de apuração de votos. Caso contrário, passível de manipulação e de fraudes;, disse ele, sem apresentar qualquer tipo de documento.

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