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Bolsonaro repete que há 'histeria' sobre coronavírus e diz que dará 'festa'

O presidente voltou a dizer que a crise de pandemia do novo coronavírus no país é 'histeria'. A fala foi dita durante entrevista à Rádio Tupi do Rio de Janeiro. O chefe do Executivo se referiu por duas vezes à doença como 'coronovírus'

Ingrid Soares
postado em 17/03/2020 14:03
Presidente diz que há Questionado sobre as críticas que vem recebendo de que teria sido irresponsável por interagir com apoiadores em manifestações, desrespeitando orientação médica para isolamento por conta do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro respondeu que as reclamações não são da população, mas, sim, da mídia.

"Não é o povo que está criticando, não. Não é o povo. É a grande mídia que desde antes de assumir, os caras não deixam a gente em paz. Tem que ter muita força de vontade para poder trabalhar porque é só notícia ruim por parte desses grandes órgãos de imprensa aí", justificou.

Perguntado se o país está preparado para conter a epidemia da Covid-19, ele apontou: "O que que está acontecendo, nós íamos passar por isso. Começou na China, foi para outros países da Europa e iríamos passar por isso. Agora, o que está errado é a histeria, como se fosse o fim do mundo. E uma nação, o Brasil, por exemplo, só estará livre desse vírus, né, o coronovírus [sic] aí, tá, quando? Quando um certo número de pessoas forem infectadas e criarem anticorpos, que passam a ser barreira para não infectar quem não foi infectado ainda", disse.

E emendou: "Qual é a grande briga por parte do governo e dos governos no mundo tudo, quem sabe agora como tratar isso? Como está vindo, ela tem que ser diluída, em vez de uma parte da população ser infectada em um período de dois, três meses, e vai ser, que seja entre seis, sete, oito meses. Por quê? Porque havendo um pico de pessoas com problema, e geralmente ataca quem tem mais idade ou quem tem algum tipo de problemas de saúde, aí passa a ser mais grave. Não é só o coronovírus [sic] que passa a ser um agravante, a idade também".

Sobre a economia, o chefe do Executivo disse que "estava indo bem". "Fizemos umas reformas, a taxa de juros lá em baixo, a questão de Risco Brasil também. Esse vírus trouxe certa histeria. E alguns governadores estão tomando medidas que vão prejudicar muito a nossa economia. Se for nos ônibus do Rio, Metrô de São Paulo, está tudo lotado. A vida continua, não tem que ter histeria. Tem que tirar a histeria. A histeria leva a um baque da economia".

Bolsonaro reforçou ainda que idosos podem ter mais problemas. Ele lembra que fará 65 anos no próximo sábado: "Daqui a quatro dias, né. Já entrou aí". Questionado se terá festa, o presidente disse que "vai ter uma festinha tradicional aqui, né. Até porque eu faço aniversário no dia 21 e a minha esposa no dia 22. São dois dias de festa aqui [risos]".

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