Politica

Senado envia carta de desculpas a China após fala de Eduardo Bolsonaro

Primeiro vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSD-MG), escreveu mensagens ao presidente da China, Xi Jinping, e ao embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, que criticou Eduardo por culpar a nação asiática pela pandemia mundial do novo coronavírus

Augusto Fernandes
postado em 19/03/2020 17:49

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP)O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se juntou ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e pediu perdão ao embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, após o episódio de quarta-feira (18/3) envolvendo o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que responsabilizou a nação asiática pela proliferação mundial do novo coronavírus.

De acordo com Alcolumbre, "o Congresso Nacional repudia qualquer acusação irresponsável ao povo chinês". Também na quarta-feira, o presidente do Senado foi diagnosticado com Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Ele chegou a ser internado no Hospital Sírio Libanês de Brasília, mas recebeu alta nesta quinta-feira (19/3). No momento, ele permanece em isolamento na Residência Oficial da Presidência do Senado.

Alcolumbre ainda aconselhou o primeiro vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSD-MG), a encaminhar uma mensagem a Wanming e ao presidente da China, Xi Jinping, se desculpando pela polêmica criada pelo filho do presidente Jair Bolsonaro. No texto, Anastasia alerta que "a propagação do novo coronavírus trouxe-nos, a todos, dramática realidade internacional, contexto em que a cooperação entre as nações se destaca como condição inarredável para a melhor solução possível da presente crise que vivenciamos".


O primeiro vice-presidente do Senado ainda manifestou respeito e solidariedade ao povo chinês. "Em especial quando, todos, indistintamente, devemos estar juntos num único e definitivo combate", comentou o senador.

"A experiência adquirida pela China será de fundamental importância para o combate, no Brasil e no mundo, dessa grave enfermidade, sobretudo no tratamento prioritário ao fornecimento de equipamentos e de insumos que possam ajudar na verdadeira "guerra" que todos somos parte e, verdadeiramente, estamos do mesmo lado", salientou o parlamentar.

Por fim, Anastasia afirmou que "nenhum obstáculo poderá separar nossos povos no combate a uma doença tão intensa e arrasadora que muito nos assista e comove pelas sucessivas e danosas consequências que sabemos, transcendem ao corpo".


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