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Correio Braziliense

Pronunciamento de Bolsonaro divide opiniões no meio político

Enquanto aliados parabenizavam o chefe do governo, oposicionistas apontaram mentiras e cobraram a sanção da ajuda emergencial de R$ 600 por mês aos trabalhadores informais


postado em 31/03/2020 21:54

(foto: ISAC NOBREGA/AFP)
(foto: ISAC NOBREGA/AFP)
O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, na noite desta terça-feira (31/03), em cadeia nacional, dividiu opiniões no meio político. Enquanto aliados parabenizavam o chefe do governo, oposicionistas apontaram mentiras e cobraram a sanção da ajuda emergencial de R$ 600 por mês aos trabalhadores informais, aprovada pelo Senado na segunda-feira.

"Gostei da postura do Bolsonaro no pronunciamento. Falou em união, listou ações, ponderou sobre os riscos à saúde e danos socioeconômicos. Não provocou. Foi bem melhor que o anterior", disse o deputado Paulo Martins (PSC-PR), no Twitter.

"Bolsonaro não tem limites. Distorceu pronunciamento do Diretor da OMS. É evidente que os informais precisam ter o seu ganha-pão. Mas é exatamente o que o governo federal está retardando. Hoje, Guedes mentiu e disse não poder pagar renda emergencial sem uma PEC", afirmou o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), na rede social.

"Parabéns Presidente @jairbolsonaro pelo pronunciamento responsável, sensato e verdadeiro", tuitou um dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Sem partido-RJ).

"Perfeito o pronunciamento do PR @bolsonaro", postou a deputada Bia Kicis (PSL-DF).

"SENTIU. Cada vez mais isolado, Bolsonaro recua e faz pronunciamento mais brando. Ficou com medo do impeachment? Continua mentindo quando diz que é do seu governo proposta de renda mínima de R$ 600. Ele e Guedes queriam R$ 200. Aliás, cadê o dinheiro? #PagaLogoBolsonaro", postou a deputada Erika Kokay (PT-DF).

"Bolsonaro mente ao dizer que a renda emergencial de R$ 600 é dele. Foi o Congresso que criou e aprovou a proposta", criticou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

"Pres @jairbolsonaro despudoradamente cínico: fala dos 600 reais que o Congresso aprovou, tentando se aproveitar, sem até agora ter sancionado a lei", tuitou o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA).
 
Também o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, acusou Bolsonaro de distorcer as palavras do diretor da OMS. "No pronunciamento ficou claro que o Diretor da OMS não foi mal interpretado; foi deliberadamente distorcido. Além de gastarmos nosso próprio tempo com a necessidade diária de desmentir devaneios, passamos a impor igual constrangimento à maior autoridade global contra a pandemia", escreveu, no Twitter.

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